quinta-feira, Janeiro 06, 2011

Bolachas de Natal

Ou de qualquer outra época, pois claro. Com uma base comum, a mudança de um ingrediente cria bolachas diferentes. As hipóteses são inúmeras. Massa base:
  • 240 gr de manteiga sem sal à temperatura ambiente;
  • 1 chávena de açúcar em pó;
  • meia colher de chá de sal fino;
  • 1 colher de chá de essência de baunilha;
  • 2 chávenas de farinha sem fermento;
Mexer a manteiga e o açúcar durante alguns minutos até conseguir uma mistura cremosa e clara. Adicionar a baunilha e o sal; bater mais um pouco. Juntar a farinha, batendo com a velocidade mínima. A massa pode ser dividida ao meio. É só acrescentar ingredientes diferentes a cada parte. Um quarto de chávena de cacau ou duas colheres de chá verde em pó. Ou amêndoas picadas. As massas vão ao frigorífico até ganharem firmeza. Depois estendem-se e cortam-se com os moldes. (receita da blue cooking) O glacé, que se aplica depois das bolachas estarem frias, foi feito a olho, com açúcar em pó e sumo de limão. Deve ficar espesso. Usei corante vermelho em metade.

sábado, Dezembro 04, 2010

Massa com couve-flor: fast food

Ainda neste espírito da comida rápida, deliciosa e com bom aspecto (é o que importa no dia-a-dia, não é?), com coisas que habitualmente existem no frigorífico, sugiro esta massa com couve-flor. Não são precisos mais de 20 minutos e o resultado é francamente bom. Absolutamente indicado para estes dias mais frios.
  • Massa tricolor cozida al dente;
  • Couve-flor cozida ao vapor (ou, para poupar tempo e tachos, na própria cozedura da massa - atenção que deve entrar depois da massa, porque demora menos tempo - ninguém quer puré de couve-flor);
  • refogado ligeiro com cebola, alho, cenoura e pimento vermelho cortados miudinhos;
  • Mistura-se tudo num tabuleiro e acrescenta-se pimenta moída (eu uso mistura de preta, branca e rosa), salpica-se com tomilho ou manjericão ou orégãos, dependendo do que existir na altura;
  • Cobre-se com pedaços generosos de mozzarella fresca e já está (se houver um curado para ralar em cima só se fica a ganhar: um São Jorge, para não sairmos de cá)
  • Vai ao forno alto, apenas os minutos suficientes para derreter e dar cor ao(s) queijo(s).

quinta-feira, Novembro 04, 2010

Atum com batatas novas

O título pode não ser imaginativo, mas esta é uma das minhas formas preferidas de comer bifes de atum. E é simples, como convém.
  • Cozer em água e sal batatas novas com pele; reservar.
  • Refogar em azeite uma cebola e dois bons dentes de alho, com uma folha de louro;
  • Juntar dois ou três tomates (frescos ou de lata); deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, uns dez minutos.
  • Retirar a folha de louro; passar na bimby ou em qualquer outra maquineta da cozinha até ficar com um molho aveludado e cor-de-laranja forte. Temperar com sal e pimenta.
  • Socar (sim!) três dentes grandes de alho meia cebola em meias luas, juntar um fio de azeite, sal e cozinhar o bife de atum.
  • Cobrir o bife com o molho e deixar cozinhar mais uns dois ou três minutos.
  • Empratar com coentros ou salsa fresca.

domingo, Outubro 24, 2010

muffins de abóbora e noz

O mais curioso é que as abóboras têm pouca tradição na alimentação de certas zonas. Se bem me lembro, lá para os lados da minha avó, as abóboras, tirando o uso natalício, eram comida para alimentar os porcos. Mas as abóboras são uma delícia. Este ano tive uma óptima produção. Para além das óbvias vantagens para o 1º de Novembro, tenho-as experimentado em tudo e mais alguma coisa. Ficam óptimas em sopas e risotos. Mas são excelentes nos doces. Estes muffins são absolutamente deliciosos. Foram um improviso à volta da abóbora.
300 gramas de farinha com fermento; 150 gramas de farinha sem fermento; 1 colher e meia de chá de canela em pó; 1/2 de noz moscada; 115 gramas de açúcar amarelo (mais uma colher de sopa rasa); 400 gramas de abóbora descascada e cortada em pedaços grandes; 100 gramas de nozes partidas grosseiramente; uma mão-cheia de passas; 2 ovos; 200 ml de leite; 1 colher de chá de extracto de baunilha; 125 gr de manteiga sem sal derretida; sumo de uma laranja;
Cozer a abóbora no sumo de laranja, com uma colher rasa de açúcar amarelo e meia colher de chá de canela. Mexe-se de vez em quando para que o líquido engrosse com os pedacinhos da abóbora. No final deve estar tenra, com muitos pedacinhos espalhados no molho e alguns pedaços ainda do tamanho de berlindes. Reservar.
Colocar as farinhas, uma colher de canela, a noz-moscada, o açúcar, as nozes e as passas numa tigela. Fazer uma cova no centro. Bater os ovos, o leite e a baunilha e juntar à mistura seca, alternando com a manteiga derretida e a abóbora (com o molho). Mexer com uma colher de metal. Não esqueça: os muffins devem ficar mal mexidos. Com grumos. Eu tive necessidade, nesta altura, de juntar uma colher de sopa de farinha (com fermento) e outra colher de sopa de açúcar para corrigir a consistência e a doçura. Vão ao forno a 210º, em formas untadas, cerca de meia hora.

segunda-feira, Agosto 30, 2010

Batatas russas

Estas batatas são muito simples de preparar. Com algum cuidado na confecção e na escolha das batatas, fazem um prato belíssimo. Além disso, são deliciosas.
As da foto não tinham todas o mesmo tamanho. Eu aconselho a escolha de batatas com uma dimensão uniforme. Ficam mais bonitas. A preparação é simples. Batatas novas cozidas em água e sal (com pele, claro). Depois de frias, corta-se ligeiramente a base, para que se segurem em pé. Depois, escava-se a parte de cima, abrindo uma cavidade interior razoável. Enche-se com iogurte grego ou iogurte natural batido ou até crème fraiche. O que importa é que tenha um travo azedo; não escolham nada açucarado! Colocam-se no topo ovas - escolham as que o vosso orçamento permitir! Estas eram de "lumpo". Julgo que em português será peixe-lapa. Polvilha-se com endro. Outra hipótese é colocar salmão. O salmão e o endro são uma das melhores misturas de sabores que pode haver. Eu usei gravlax.

quinta-feira, Agosto 26, 2010

Tarte de salmão e legumes

Estas tartes são óptimas. Podem fazê-las para ir comendo ao longo de dois ou três dias naquelas alturas em que não podem perder mais de 5 minutos a almoçar. Prefiro-as às quiches, para dizer a verdade. Têm os sabores mais distintos. Acompanham-se com salada, basmati, ou com ambos. São óptimas, também, para lanches, brunches e outros que tais. Há várias combinações infalíveis. Esta é tem uma mistura de sabores perfeita.
Para esta receita fiz massa quebrada. Obviamente, podem comprá-la já feita ou trocá-la por massa folhada. A minha massa seguiu a receita da bimby: 300g de farinha sem fermento; 70g de água; 130g de manteiga; uma colher de café de sal; outra de açúcar. O recheio levou 1 alho francês; 2 lombos de salmão; 1 curgete, 2 mãos cheias de folhas de espinafres. Azeite, molho de soja, óleo de sésamo e pimenta. O recheio faz-se da forma mais simples possível. Os ingredientes entram por esta ordem. O alho francês refoga um pouco, até ficar mole, antes de se lhe juntar o salmão. Rega-se nesta altura a gosto com molho de soja. Depois de o salmão estar um minuto a cozinhar junta-se a curgete em quartos de rodela (deixem os pedaços grandes). Os espinafres vão apenas amolecer, no fim. Corrige-se o tempero com pimenta e óleo de sésamo. Deixem tudo mal cozinhado, porque a tarte vai ao forno durante meia hora. Antes de colocar o recheio, retirem o excesso de molho que se tiver formado; se não o fizerem, vai ser o caos! Pincela-se a massa no topo com gema de ovo; se houver sementes de sésamo, polvilha-se. Meia hora a 230º e já está.

domingo, Junho 27, 2010

once a cook

Está reactivada a cozinha, depois de um ano e meio de pausa. Não terá o ritmo que tinha dantes, mas será ainda melhor. Ó-lá-se-vai. Este bolo de chocolate nasceu da necessidade de despachar as amoras e framboesas do quintal.

quinta-feira, Janeiro 08, 2009

agora dois anos e três dias depois

De repente, lembrei-me que até seria uma coincidência engraçada. Mas falhei por três dias. O Cravo da Índia começou no início de Janeiro de 2007, depois de uns tempos a devorar diariamente a prosa fantástica do Chucrute, o ecletismo e a perfeição do Bistrô da Elvira... Ah! E o Trem Bom, o blogue da Eliana, o Kafka na Praia (por causa dele descobri o Murakami - obrigado outra vez, Karen). Estas foram as minhas inspirações no início. Depois a blogosfera culinária em português cresceu, o Cravo cresceu com ela e apaixonou-se por tantas outras cozinhas virtuais.
Devo dizer que ao longo de dois anos e três dias tive imenso prazer em partilhar - mais do que as receitas - o meu entusiasmo com as descobertas que fiz. Dos sabores e das imagens. Da comida e da fotografia. Às vezes, radiante com a partilha e com os comentários, outras vezes mais ou menos frustrado pelo pouco interesse que este ou aquele assunto - contra as minhas expectativas - despertava. Sempre deliciado com o facto de, às vezes, assumirem que eu era uma cozinheira!
Em 2008, o Cravo da Índia sobreviveu a esta coisa extraordinária: ser um blogue de culinária, com receitas executadas e fotografadas por um tipo que não tinha uma cozinha. O que é obra, ó lá se é. Talvez por isso, este blogue tivesse deixado de ser só de culinária e passasse a incluir outras coisas dos meus dias. Como acho que esta cozinha não se deve repetir - nem tão pouco arrastar - o Cravo da Índia encerra, hoje-dois-anos-e-três-dias-depois, a sua actividade culinária e não só.
E eu cheio de obrigados muitos e verdadeiros.

domingo, Dezembro 21, 2008

Ninhos

De massa kadaif (obrigado!!), com peru e espinafres.
Os espinafres são salteados com cebola, alho, azeite e sal. Recheiam, depois, um bife de peru, que é enrolado e atado para não se abrir. Vai à frigideira, com um pouco de azite, sal e pimenta. Depois de desatado é cortado às rodelas.

Fazem-se os ninhos com a massa (que vão ao forno a 220º cinco minutos, sem nada), colocam-se as rodelas no meio, regam-se com azeite, polvilham-se com emmental e pinhões e deixam-se no forno até dourar. No prato, a romã é um complemento óptimo, pelos contrastes de sabor e textura.

O que aparece aqui na foto foi o primeiro a ser feito e, por isso, serviu de modelo fotográfico. Mas devo dizer que os ninhos que ficaram melhor foram os que tinham ligeiramente menos massa a envolver a rodela.

sexta-feira, Dezembro 19, 2008

Bacalhau com broa

A minha interpretação do bacalhau com broa. Com inspiração daqui e dali…e com excelentes resultados.

Na travessa fiz uma cama com cebola, alho francês, pimento, alho, louro, bastante azeite e um pouco de sal. Foi ao forno a amolecer lentamente em calor moderado. Quando começaram a amolecer (não demasiado!!!), juntei-lhes os brócolos branqueados (foto).

A travessa voltou, entretanto, ao forno por causa dos brócolos, mais dois ou três minutos
O bacalhau (demolhado) tinha sido, entretanto, colocado em água (a ferver, e o lume imediatamente desligado, após a imersão do peixe) durante seis ou sete mintuos, mais coisa menos coisa. Bacalhau desfiado e misturado aos legumes.
Quanto à crosta de broa, foi usado o miolo de duas broas - que a travessa era grande - as minúsculas pontinhas verdes cortadas aos brócolos ainda crus, pimento cortado em pequenos cubos e chouriço também finamente cortado. Tudo envolvido e misturado com bom azeite.
E foi a dourar ao forno. No prato, foi servido com umas batatas assadas, mas poderia perfeitamente ter passado sem elas.

quarta-feira, Dezembro 17, 2008

Sem pecado...

Os amuse-bouches são o que mais prazer me dá fazer na cozinha. Fazê-los e, ou, pensá-los, está claro.
Estes foram adaptados de uma receita da Olive. E são simples, rápidos, frescos e com muito bom aspecto.
Rodelas de pepino, salmão fumado picado, alcaparras picadas, cerefólio picado, e um pouco de sumo de limão apenas no momento de servir.
PS: Estar de dieta não quer dizer que a festa tenha acabado. Mas há quem não pense assim. Há pessoas para quem uma comida boa, quase de certeza que faz mal. Só por ser boa! Engorda. Desequilibra o colesterol. Ataca o fígado! E, assim sendo, aqueles pratinhos de dieta que vêm equilibrar os abusos que já lá vão, têm de estar associados a algum sofrimento. Pois eu acho que comida regrada, ou de dieta pode (na maior parte das vezes) ser entusiasmante na mesma. Deve!

segunda-feira, Dezembro 15, 2008

Pudim de carne com Salada Mikado

O pudim resultou de um aproveitamento de restos: umas sobras de carne de perú e de porco, uns últimos bocadinhos de espinafres e o fundo da embalagem de couscous. Não há doses certas. A carne, já cozinhada, foi picada. Depois disso, foi misturada com alho e espinafres picados, com a cenoura ralada e com o couscous que havia sido preparado só com água. Para ligar usei um pouco de natas espessas e um ovo batido. Tudo temperado com sal e pimenta a gosto. Forno e já está. A salada é do mais simples e refrescante que pode haver. Pepino e morango cortados em finas rodelas, endívias vermelhas às tirinhas (lembraram-me os pauzinhos do Mikado empilhados uns em cima dos outros), e azeite e vinagre balsâmico.

sábado, Dezembro 13, 2008

Vóvó Donalda goes veg

Não sei se a vóvó Donalda alguma vez terá feito uma tarte destas. Mas, a memória que guardo das BDs da minha infância diz-me que sim: que, pelo menos por fora, as tartes dela teriam este aspecto. O recheio foi feito com tofu fumado, curgete, cenoura, cogumelos, cebola, alho e estragão fresco; tudo salteado em azeite e devidamente salpimentado. A rosa da cobertura é, na verdade, uma chaminé. O aspecto mais tigresco resultou das dificuldades em espalhar o ovo - não havia utensílio adequado!

Entretanto, uma súbita fartura de cenouras e a urgente necessidade de lhes dar uso resultou num bolo delicioso. Receita das Raínhas do Lar. Bem diferente do bolo de cenoura que nos é mais familiar aqui em Portugal. Mas, há que dizê-lo, este bolo é óptimo!!

sexta-feira, Dezembro 12, 2008

E no fim come-se?

Réplica em chocolate da cidade inca Machu Picchu, exposta num hotel em Lima, no Peru (Foto: K. Navarro/AP)

terça-feira, Dezembro 02, 2008

Salada de Inverno

É verdade que já o prato ia a meio quando me levantei para lhe tirar uma fotografia. Mas ainda tentei. Como - pelos vistos - o cartão de memória da máquina deve andar em parte incerta, descobri na hora que ter ou não ter máquina... por isso, hoje, não há foto.
Mas há receita. É uma bela salada que sabe a Inverno. Para comer morna e acompanhar com bom vinho tinto.
Num tabuleiro levam-se ao forno batatinhas novas (pouco maiores que berlindes), cebolas roxas cortadas em quartos e uns poucos dentes de alho esmurrados com casca; tudo com flor-de-sal e azeite. Forno quente, e tostam-se as batatas!
Reduz-se vinagre balsâmico ao lume (o fogo no mínimo, até o líquido diminuir para metade e se criar aquele caramelo delicioso); não sejam parcos na quantidade, vale a pena; quem tiver bolsa a condizer e comprar balsâmico verdadeiramente xaroposo, não precisa de fazer este processo, presumo.
Junta-se o "xarope" balsâmico às batatas já louras e à cebola. Mistura-se bem.
Faz-se uma cama na saladeira com rúcula e pinhões tostados, e despejam-se as batatas, a cebola e respectivo azeite e vinagre quando estiverem mornos. Polvilha-se com pimenta acabada de moer e junta-se presunto desfiado a gosto.
A quem tiver dúvidas acerca da utilização do vinagre, eu digo: vale a pena... o balsâmico depois de reduzido fica um caramelo "doce" e ácido - eu acho maravilhoso. Vi um dias destes o Jamie Oliver fazer uma coisa semelhante, mas ele assava as batatas com a garrafa toda (ou quase) de vinagre e fazia o caramelo durante a assadura.
Vou fazer isto de novo um dia destes, pelo que a foto há-de cá aparecer.

segunda-feira, Novembro 17, 2008

A lógica da batata?

Há anos que falo mal da batata - que, coitada, nem tem culpa de nada. Peixe com batata frita assada cozida em puré nova a murro com pele e sei lá que mais. Carne idem aspas. Batata com... arroz, esse casamento maravilhoso que me foi apresentado num bitoque e que nunca mais largou os jantares de curso. Desculpem lá, mas batata frita com arroz branco é um fenómeno que vai além da minha compreensão!!!

A batata foi o acompanhamento mais versátil e prático na minha alimentação ao longo de anos. Até eu começar a cozinhar. Eu gosto de, e como batatas. Mas estou longe de pensar que ela é a melhor opção para qualquer prato, e mais longe ainda de achar que é um alimento de que se pode abusar, que parece que é o que muita gente pensa.

Isto porque vi uma nova tabela com o valor nutricional dos alimentos. A cada um corresponde um número (100 é o máximo) que, quanto mais alto for, melhor é o alimento em causa. Quantos 100's já comeste hoje? - aparece lá escrito algures. E a batata lá está, com 93. É quase tanto quanto os espinafres, reparei eu. Bem, acho que isso quer dizer: comei batatas! Pus-me a pensar num tipo que eu conheço que não liga a rodas dos alimentos porque acha que é tudo uma questão de modas. Há vinte anos - dizia-me ele, a sardinha e o azeite faziam mal, hoje são óptimos.

quinta-feira, Novembro 13, 2008

Bolinhos de figos com mel e laranja

Estes foram uns bolinhos sem história. O que é pena.
A massa é o cosutume: depois de feita, repousa uma hora e qualquer coisa.
Para a massa: um ovo batido, três quartos de chávena de leite morno, uma colher de sopa de manteiga derretida, uma colher de chá de açúcar em pó, meia colher de chá de sal, três chávenas de farinha sem fermento, meia chávena de nozes moídas grosseiramente, uma colher de chá de fermento (Fermipan ou equivalente).
150 gramas de figos secos aos pedaços envolvidos com raspa de casca de laranja e mel.
Estende-se a massa num grande rectângulo. Cobre-se com os figos. Dobra-se como se fosse uma torta. Cortam-se às rodelas (de três centímetros de espessura), como salame. Colocam-se nas formas dos muffins, deixam-se a levedar, e mais tarde pincelam-se com uma mistura de manteiga derretida e açúcar em pó. Vão ao forno a 200.

domingo, Novembro 09, 2008

O parapeito da janela

De casa da avó (não da minha, mas é importante que esta janela seja de uma avó). Com a produção de marmelada do mês passado.

sexta-feira, Novembro 07, 2008

Mais coisas boas no Outono

Já o Remi – o famoso rato cozinheiro que ensinou a meio (pequeno) mundo as vantagens do rosmaninho na cozinha - tinha umas explosões sensitivas ao misturar certos sabores. No Outono há combinações que fazem as minhas delícias, ou porque são mesmo divinas, ou porque me trazem boas recordações: nozes com figos secos; requeijão com doce de abóbora e noz; bolo de mel e canela; maçãs com passas de uva;
Este bolo é uma adaptação de uma receita tradicional da Beira Baixa. O original não levava maçã, nem noz nem tão-pouco passas de uva. Banda sonora recomendada (também não incluída na versão original): Raphael Saadiq!
Leva 9 ovos, 175 gramas de açúcar (a receita original é mais gulosa), 2 dl de mel, 2 dl de azeite, 1 colher de sobremesa de canela em pó, raspa de um limão, 250 gramas de farinha; duas maçãs (independentemente da variedade, é bom que não sejam muito doces) e um bom punhado de nozes e passas de uva.
  • Batem-se, num recipiente, o mel, as gemas, a raspa, o azeite e a canela. Noutro recipiente, batem-se as claras em castelo, às quais se junta, aos poucos, o açúcar. Mistura-se tudo cui-da-do-sa-men-te e acrsecenta-se a farinha. Numa forma forrada com papel vegetal, cobre-se o fundo com a maçã laminada, despeja-se parte da massa, polvilha-se com alguns frutos secos, junta-se mais massa, mais frutos secos e termina-se com massa. Não esquecer de envolver os frutos secos com farinha. Coze, com vigilância apertada, no forno, a 170 graus.
PS: Estes aqui debaixo, não fui eu que fiz!

quarta-feira, Outubro 01, 2008

O segredo de um cuscuz

O segredo da cozinha que – afinal?! é o amor.

Os almoços de domingo com a família alargada.

E uma fome imensa num sala de cinema. Daquelas onde não entram pipocas!!

É claro que o filme tem isto, mas não é sobre nada disto. E daí...

Bem, e o filme é bom. Muito.

E a história do sonho é belíssima.

E, ainda por cima, tinha comida. Ah! E este blogue é sobre comida.

segunda-feira, Setembro 29, 2008

O prazer de ser do contra

Confesso que tenho um prazer (secreto não deve ser!) em fazer alguma coisa diferente quando me pedem para cozinhar uma coisa a despachar. Olha-lá-podias-fazer-um-salmão-grelhado-que-é-só-pôr-na-chapa-e-um-dois-três-já-está-na-mesa-com-uma-salada-pré-lavada?
Se for eu a pensar nisso, ainda vá! Agora, pensarem que eu vou para o fogão cozinhar para os outros com a dedicação de quem cose botões em série... ah isso não!
Foi assim que nasceu este salmão que tinha o destino de ser grelhado com sal.
Os lombos marinaram em teriaky, foram depois panados com pão ralado, sementes de sésamo e de papoila e foram ao forno. A cama é de agrião, com rebentos de soja e cebola salteados, regada com redução de balsâmico aromatizada com groselha. E devo dizer que os sabores casaram na perfeição.

Time in?

Domingo de manhã. Um humor capaz de imediatamente encher de bolor qualquer rebuçado de mel. Chego-me ao fogão - absolutamente sem vontade! - para fazer um arroz branco; três minutos depois estou a compor uns pudins de espinafres, rebentos de soja e cogumelos acompanhado pelo Neil Hannon e pelos Air e só me falta assobiar (se calhar, até o fiz). Ponto um: cozinhar é das coisas que mais felicidade me dá! Na verdade, poucas coisas há no mundo que sejam capazes de me virar assim do avesso em menos tempo que o que demorava um ex-jogador mais ou menos conhecido na nossa terra a cair na relva.
Ponto dois: é verdade que alguns comentários (feitos aqui e feitos à minha frente) foram importantes. Obrigado.
PS: por falar no Neil Hannon

sexta-feira, Setembro 12, 2008

Time out

Este blogue está oficialmente desmotivado.
Não me agrada a ideia de deixar morrer o Cravo da Índia sem lhe colocar oficialmente um ponto final. Confesso que não gosto de passar por blogues abandonados, nos quais alguém se esqueceu de colocar um ponto final; lembram-me os navios-fantasma das histórias de piratas. No outro dia, peguei na máquina para tirar aquela que seria a foto do ponto final. Mas o balão – porque era essa a foto da história – fez o favor de rebentar antes do retrato. Não havia outro! O meu (quase inexistente) lado místico achou que aquilo era um sinal! Fiz uma massagem cardíaca à minha cozinha virtual e ela tem-se aguentado. O problema é que, apesar do fraco ritmo da cozinha, eu gosto muito deste cantinho. O Cravo da Índia vai fazer uma pausa na sua actividade (culinária). Vamos ver se regressa cheio de genica.

quinta-feira, Agosto 28, 2008

Algum dia havia de ser

O meu fondant de chocolate é muito razoável. E os meus ramequins de chocolate também! Mas, por alguma razão - azelhice, provavelmente, nunca consgui tirar fotografias decentes a qualquer bolinho de chocolate. Era uma daquelas frustrações que me acompanhava há imenso tempo. Ou era a côr da imagem que não abria o apetite a ninguém, ou era a textura... enfim. E como neste blog, os olhos também comem, nunca cá coloquei as minhas desgraças fotográficas com os pequenos bolos de chocolate a derreter.
Até há meia-dúzia de dias, quando, finalmente, tirei uma foto decente (ou seja, que me dava vontade de comer) destes muffins com chocolate de 75%, cerejas e amêndoa.

quarta-feira, Agosto 20, 2008

Com recheio

A máquina de pão é um descanso para fazer massa.
Este pão teve recheio de espinafres, cebola, chouriço e mozzarella fresca.

segunda-feira, Agosto 18, 2008

Os inevitáveis

Cogumelos portobello recheados com o que andava pelo frigorífico.
No forno, com recheio de cebola e pimento salteados, mozzarella fresca, parmesão ralado, bacon, manjericão. E azeite e flor-de-sal e pimenta. Pouco imaginativos, mas muito eficazes!

terça-feira, Agosto 12, 2008

Em camadas

Uma salada de bacalhau revista e aumentada.
No visual e no sabor.

Grão de bico cozido. Feijão verde cozido (ao vapor ou não). O pimento é cortado grosseiramente e refogado em azeite com cebola, alho francês, alho, pimenta e louro. Retira-se depois o pimento e reserva-se o refogado ao lume, onde irá cozinhar de imediato o bacalhau. Depois de pronto, Retira-se o bacalhau, escorrendo-o, desfia-se e conserva-se o que ficar na panela. Esse resto de cebola, alho francês e azeite, temperado pelo bacalhau e pelo pimento é passado pela varinha-mágica (já sem o louro); junta-se-lhe salsa e azeitonas picadas, corrige-se o sal e a pimenta - e aí está o molho (delicioso) da salada.

segunda-feira, Agosto 11, 2008

Salada de atum

Atum fumado picado, mozzarella fresca em bolinhas, pêssego, uma mistura de verdes com alfaces e canónigos entre outras coisas, alcaparras e couve roxa. Flor-de-sal e azeite e vinagre balsâmico. E o cheiro seco do vento de Agosto.

sábado, Agosto 02, 2008

Figos com queijo e presunto

Doce, salgado, cremoso… é uma combinação de sabores óptima. Ainda ando às voltas com o livro Party Food. Figo; queijo ricota com um pouquinho de mostarda Dijon, sal e pimenta; presunto e vinagre balsâmico.

segunda-feira, Julho 07, 2008

Pãezinhos

Proposta para lanches, almoços ligeiros e outras ocasiões que rimem com este tempo em que não apetece fazer coisas mais elaboradas. A massa é a desta receita imbatível. O recheio é o que houver à mão; neste caso, foi paio.

segunda-feira, Junho 23, 2008

Rolos de berinjela

Rolinhos de berinjela grelhada, com recheio de queijo feta, alcaparras, anchovas e manjericão. Regam-se com azeite. Seguram-se com um palito. Feitos em 10 minutos ao som da Scarlett Johansson - que por momentos me entrou pela cozinha a cantar Tom Waits como se fosse a Nico. Not bad!

sábado, Junho 21, 2008

Crepes de frango e salsa

Estes crepes são óptimos e, ainda por cima, serviram para aproveitar sobras de frango.
O recheio teve cenoura, ervilhas e cebola salteadas e os restos de frango desfiado. Para enrolar, foram usadas duas folhas de massa brick; foram pinceladas com manteiga e entremeadas com folhas de salsa espalmadas.
A acompanhar, uma salada de alfaces, morango, cebola roxa, pepino, redução de vinagre balsâmico aromatizado com framboesas, flor-de-sal, pimenta e azeite. E viva o Verão.

sábado, Junho 14, 2008

Almoço de sábado

Tomate com balsâmico, azeite, flor de sal e manjericão seco;
Cogumelos com mozzarella no forno (com flor de sal, azeite e tomilho);
Salada de polvo (com pimento, cebola e coentros);
Chouriço assaado.
Ao ar livre, pois claro.

domingo, Junho 08, 2008

Na ressaca do jogo

Uma salada verde e vermelha. Verdes: maçã e pepino. Vermelhos: groselha e morango. Foi servida com iogurte natural misturado com endro seco. E acompanhou um salmão grelhado.

E para quem duvida das virtudes dos blogues, vale a pena espreitar este artigo da Scientific American.

segunda-feira, Junho 02, 2008

Uma salada?

Não sei bem se lhe chame salada. Comi-a sobre umas tostas de pão de mistura. Tinha ovos de codorniz cozidos, rúcula, presunto de pato curado, groselhas e pimentos em miniatura cortados às rodelas; regada com um pouco de azeite e vinagre. O ácido da groselha e o sabor da rúcula contrastando com a gordura suave do pato - achei que resultou muito bem.

domingo, Junho 01, 2008

30 e quatro.

Hang the blessed dj

Because the music that they constantly play

It says nothing to me about my life

domingo, Maio 25, 2008

Lulas recheadas sobre molho de dois pimentos

A coisa é simples. Recheiam-se as lulas com cenoura cortada e espargos verdes. Corta-se um bocado de pimento vermelho e outro de pimento verde. Vai tudo a cozinhar sobre azeite e cebola.
Tempera-se com sal e pimenta. Quando estiver cozinhado, separa-se o pimento verde do vermelho, divide-se o molho, com a cebola, pelos dois e reduz-se a puré um de cada vez, sem misturar as cores.
No prato, espalham-se os molhos de acordo com as convicções estéticas e a inspiração de cada um e coloca-se por cima a lula, cortada em rodelas.