Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

agora dois anos e três dias depois

De repente, lembrei-me que até seria uma coincidência engraçada. Mas falhei por três dias. O Cravo da Índia começou no início de Janeiro de 2007, depois de uns tempos a devorar diariamente a prosa fantástica do Chucrute, o ecletismo e a perfeição do Bistrô da Elvira... Ah! E o Trem Bom, o blogue da Eliana, o Kafka na Praia (por causa dele descobri o Murakami - obrigado outra vez, Karen). Estas foram as minhas inspirações no início. Depois a blogosfera culinária em português cresceu, o Cravo cresceu com ela e apaixonou-se por tantas outras cozinhas virtuais.
Devo dizer que ao longo de dois anos e três dias tive imenso prazer em partilhar - mais do que as receitas - o meu entusiasmo com as descobertas que fiz. Dos sabores e das imagens. Da comida e da fotografia. Às vezes, radiante com a partilha e com os comentários, outras vezes mais ou menos frustrado pelo pouco interesse que este ou aquele assunto - contra as minhas expectativas - despertava. Sempre deliciado com o facto de, às vezes, assumirem que eu era uma cozinheira!
Em 2008, o Cravo da Índia sobreviveu a esta coisa extraordinária: ser um blogue de culinária, com receitas executadas e fotografadas por um tipo que não tinha uma cozinha. O que é obra, ó lá se é. Talvez por isso, este blogue tivesse deixado de ser só de culinária e passasse a incluir outras coisas dos meus dias. Como acho que esta cozinha não se deve repetir - nem tão pouco arrastar - o Cravo da Índia encerra, hoje-dois-anos-e-três-dias-depois, a sua actividade culinária e não só.
E eu cheio de obrigados muitos e verdadeiros.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

E no fim come-se?

Réplica em chocolate da cidade inca Machu Picchu, exposta num hotel em Lima, no Peru (Foto: K. Navarro/AP)

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

Salada de Inverno

É verdade que já o prato ia a meio quando me levantei para lhe tirar uma fotografia. Mas ainda tentei. Como - pelos vistos - o cartão de memória da máquina deve andar em parte incerta, descobri na hora que ter ou não ter máquina... por isso, hoje, não há foto.
Mas há receita. É uma bela salada que sabe a Inverno. Para comer morna e acompanhar com bom vinho tinto.
Num tabuleiro levam-se ao forno batatinhas novas (pouco maiores que berlindes), cebolas roxas cortadas em quartos e uns poucos dentes de alho esmurrados com casca; tudo com flor-de-sal e azeite. Forno quente, e tostam-se as batatas!
Reduz-se vinagre balsâmico ao lume (o fogo no mínimo, até o líquido diminuir para metade e se criar aquele caramelo delicioso); não sejam parcos na quantidade, vale a pena; quem tiver bolsa a condizer e comprar balsâmico verdadeiramente xaroposo, não precisa de fazer este processo, presumo.
Junta-se o "xarope" balsâmico às batatas já louras e à cebola. Mistura-se bem.
Faz-se uma cama na saladeira com rúcula e pinhões tostados, e despejam-se as batatas, a cebola e respectivo azeite e vinagre quando estiverem mornos. Polvilha-se com pimenta acabada de moer e junta-se presunto desfiado a gosto.
A quem tiver dúvidas acerca da utilização do vinagre, eu digo: vale a pena... o balsâmico depois de reduzido fica um caramelo "doce" e ácido - eu acho maravilhoso. Vi um dias destes o Jamie Oliver fazer uma coisa semelhante, mas ele assava as batatas com a garrafa toda (ou quase) de vinagre e fazia o caramelo durante a assadura.
Vou fazer isto de novo um dia destes, pelo que a foto há-de cá aparecer.

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

A lógica da batata?

Há anos que falo mal da batata - que, coitada, nem tem culpa de nada. Peixe com batata frita assada cozida em puré nova a murro com pele e sei lá que mais. Carne idem aspas. Batata com... arroz, esse casamento maravilhoso que me foi apresentado num bitoque e que nunca mais largou os jantares de curso. Desculpem lá, mas batata frita com arroz branco é um fenómeno que vai além da minha compreensão!!!

A batata foi o acompanhamento mais versátil e prático na minha alimentação ao longo de anos. Até eu começar a cozinhar. Eu gosto de, e como batatas. Mas estou longe de pensar que ela é a melhor opção para qualquer prato, e mais longe ainda de achar que é um alimento de que se pode abusar, que parece que é o que muita gente pensa.

Isto porque vi uma nova tabela com o valor nutricional dos alimentos. A cada um corresponde um número (100 é o máximo) que, quanto mais alto for, melhor é o alimento em causa. Quantos 100's já comeste hoje? - aparece lá escrito algures. E a batata lá está, com 93. É quase tanto quanto os espinafres, reparei eu. Bem, acho que isso quer dizer: comei batatas! Pus-me a pensar num tipo que eu conheço que não liga a rodas dos alimentos porque acha que é tudo uma questão de modas. Há vinte anos - dizia-me ele, a sardinha e o azeite faziam mal, hoje são óptimos.

A única coisa de que gosto nos centros comerciais durante o Natal é o George Michael a cantar o Last Christmas...

... é impressão minha, ou desta vez o Sinatra chegou aos shoppings ainda em Outubro?

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Bolinhos de figos com mel e laranja

Estes foram uns bolinhos sem história. O que é pena.
A massa é o cosutume: depois de feita, repousa uma hora e qualquer coisa.
Para a massa: um ovo batido, três quartos de chávena de leite morno, uma colher de sopa de manteiga derretida, uma colher de chá de açúcar em pó, meia colher de chá de sal, três chávenas de farinha sem fermento, meia chávena de nozes moídas grosseiramente, uma colher de chá de fermento (Fermipan ou equivalente).
150 gramas de figos secos aos pedaços envolvidos com raspa de casca de laranja e mel.
Estende-se a massa num grande rectângulo. Cobre-se com os figos. Dobra-se como se fosse uma torta. Cortam-se às rodelas (de três centímetros de espessura), como salame. Colocam-se nas formas dos muffins, deixam-se a levedar, e mais tarde pincelam-se com uma mistura de manteiga derretida e açúcar em pó. Vão ao forno a 200.

Domingo, Novembro 09, 2008

O parapeito da janela

De casa da avó (não da minha, mas é importante que esta janela seja de uma avó). Com a produção de marmelada do mês passado.

Sexta-feira, Novembro 07, 2008

Mais coisas boas no Outono

Já o Remi – o famoso rato cozinheiro que ensinou a meio (pequeno) mundo as vantagens do rosmaninho na cozinha - tinha umas explosões sensitivas ao misturar certos sabores. No Outono há combinações que fazem as minhas delícias, ou porque são mesmo divinas, ou porque me trazem boas recordações: nozes com figos secos; requeijão com doce de abóbora e noz; bolo de mel e canela; maçãs com passas de uva;
Este bolo é uma adaptação de uma receita tradicional da Beira Baixa. O original não levava maçã, nem noz nem tão-pouco passas de uva. Banda sonora recomendada (também não incluída na versão original): Raphael Saadiq!
Leva 9 ovos, 175 gramas de açúcar (a receita original é mais gulosa), 2 dl de mel, 2 dl de azeite, 1 colher de sobremesa de canela em pó, raspa de um limão, 250 gramas de farinha; duas maçãs (independentemente da variedade, é bom que não sejam muito doces) e um bom punhado de nozes e passas de uva.
  • Batem-se, num recipiente, o mel, as gemas, a raspa, o azeite e a canela. Noutro recipiente, batem-se as claras em castelo, às quais se junta, aos poucos, o açúcar. Mistura-se tudo cui-da-do-sa-men-te e acrsecenta-se a farinha. Numa forma forrada com papel vegetal, cobre-se o fundo com a maçã laminada, despeja-se parte da massa, polvilha-se com alguns frutos secos, junta-se mais massa, mais frutos secos e termina-se com massa. Não esquecer de envolver os frutos secos com farinha. Coze, com vigilância apertada, no forno, a 170 graus.
PS: Estes aqui debaixo, não fui eu que fiz!

Sábado, Outubro 18, 2008

Pizza

Chegou-me no outro dia o relato de umas pizzas lisboetas com uma personalidade mais leve. Resolvi experimentar a ideia - e fiquei francamente agradado. O que as torna mais frescas e leves é o pouco queijo de base e, sobretudo, o tomate fresco crú, a mozzarella apenas levemente derretida e os verdes estaladiços.
A massa (cuja quantidade rende quatro pizzas individuais) foi feita na máquina, mas pode ser feita à mão, se houver tempo: uma chávena de água morna, três chávenas de farinha sem fermento, uma colher de chá de sal, outra de fermento (Fermipan ou equivalente), e três de sopa de azeite.
Fiz uma base com tomate bem maduro (daqueles que nunca conheceram o frigorífico), cebola picada, manjericão seco picado, louro; refoga-se muito lentamente em bom azeite e salpimenta-se a gosto.
Essa base cobriu levemente as bases; depois semeia-se um punhado de queijo emmental, e cobre-se com o que for necessário (cogumelos ou chouriço neste caso). Quando a pizza está pronta, junta-se mozzarella (de búfala) fresca, ou queijo de cabra e tomate fresco às rodelas finas. Vai 30 segundos ao forno e serve-se. Já no prato polvilha-se com orégãos frescos ou manjericão fresco, ou rúcula (em quantidade, como na foto fica delicioso).

Terça-feira, Outubro 14, 2008

Um espirro

Um espirro. Cinco espirros, dez espirros por minuto. Um fungar incansavelmente irritante para o próximo. Um maço. Não! Dois maços por hora. Haja lenços de papel, que narizes vermelhos não faltam; e olhos lacrimosos e dores de cabeça. E raispartam as constipações da mudança do tempo. Nunca falham: é todos os anos a mesmíssima coisa. E havia aí tanta gente por aí a quem não ficava mal um nariz vermelho… logo havia de ser comigo.

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

O segredo de um cuscuz

O segredo da cozinha que – afinal?! é o amor.

Os almoços de domingo com a família alargada.

E uma fome imensa num sala de cinema. Daquelas onde não entram pipocas!!

É claro que o filme tem isto, mas não é sobre nada disto. E daí...

Bem, e o filme é bom. Muito.

E a história do sonho é belíssima.

E, ainda por cima, tinha comida. Ah! E este blogue é sobre comida.

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

O prazer de ser do contra

Confesso que tenho um prazer (secreto não deve ser!) em fazer alguma coisa diferente quando me pedem para cozinhar uma coisa a despachar. Olha-lá-podias-fazer-um-salmão-grelhado-que-é-só-pôr-na-chapa-e-um-dois-três-já-está-na-mesa-com-uma-salada-pré-lavada?
Se for eu a pensar nisso, ainda vá! Agora, pensarem que eu vou para o fogão cozinhar para os outros com a dedicação de quem cose botões em série... ah isso não!
Foi assim que nasceu este salmão que tinha o destino de ser grelhado com sal.
Os lombos marinaram em teriaky, foram depois panados com pão ralado, sementes de sésamo e de papoila e foram ao forno. A cama é de agrião, com rebentos de soja e cebola salteados, regada com redução de balsâmico aromatizada com groselha. E devo dizer que os sabores casaram na perfeição.

Time in?

Domingo de manhã. Um humor capaz de imediatamente encher de bolor qualquer rebuçado de mel. Chego-me ao fogão - absolutamente sem vontade! - para fazer um arroz branco; três minutos depois estou a compor uns pudins de espinafres, rebentos de soja e cogumelos acompanhado pelo Neil Hannon e pelos Air e só me falta assobiar (se calhar, até o fiz). Ponto um: cozinhar é das coisas que mais felicidade me dá! Na verdade, poucas coisas há no mundo que sejam capazes de me virar assim do avesso em menos tempo que o que demorava um ex-jogador mais ou menos conhecido na nossa terra a cair na relva.
Ponto dois: é verdade que alguns comentários (feitos aqui e feitos à minha frente) foram importantes. Obrigado.
PS: por falar no Neil Hannon

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Time out

Este blogue está oficialmente desmotivado.
Não me agrada a ideia de deixar morrer o Cravo da Índia sem lhe colocar oficialmente um ponto final. Confesso que não gosto de passar por blogues abandonados, nos quais alguém se esqueceu de colocar um ponto final; lembram-me os navios-fantasma das histórias de piratas. No outro dia, peguei na máquina para tirar aquela que seria a foto do ponto final. Mas o balão – porque era essa a foto da história – fez o favor de rebentar antes do retrato. Não havia outro! O meu (quase inexistente) lado místico achou que aquilo era um sinal! Fiz uma massagem cardíaca à minha cozinha virtual e ela tem-se aguentado. O problema é que, apesar do fraco ritmo da cozinha, eu gosto muito deste cantinho. O Cravo da Índia vai fazer uma pausa na sua actividade (culinária). Vamos ver se regressa cheio de genica.

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Assim é que se sensibilizam os miúdos...

... para a filosofia!

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Algum dia havia de ser

O meu fondant de chocolate é muito razoável. E os meus ramequins de chocolate também! Mas, por alguma razão - azelhice, provavelmente, nunca consgui tirar fotografias decentes a qualquer bolinho de chocolate. Era uma daquelas frustrações que me acompanhava há imenso tempo. Ou era a côr da imagem que não abria o apetite a ninguém, ou era a textura... enfim. E como neste blog, os olhos também comem, nunca cá coloquei as minhas desgraças fotográficas com os pequenos bolos de chocolate a derreter.
Até há meia-dúzia de dias, quando, finalmente, tirei uma foto decente (ou seja, que me dava vontade de comer) destes muffins com chocolate de 75%, cerejas e amêndoa.

Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Com recheio

A máquina de pão é um descanso para fazer massa.
Este pão teve recheio de espinafres, cebola, chouriço e mozzarella fresca.

Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Os inevitáveis

Cogumelos portobello recheados com o que andava pelo frigorífico.
No forno, com recheio de cebola e pimento salteados, mozzarella fresca, parmesão ralado, bacon, manjericão. E azeite e flor-de-sal e pimenta. Pouco imaginativos, mas muito eficazes!

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Em camadas

Uma salada de bacalhau revista e aumentada.
No visual e no sabor.

Grão de bico cozido. Feijão verde cozido (ao vapor ou não). O pimento é cortado grosseiramente e refogado em azeite com cebola, alho francês, alho, pimenta e louro. Retira-se depois o pimento e reserva-se o refogado ao lume, onde irá cozinhar de imediato o bacalhau. Depois de pronto, Retira-se o bacalhau, escorrendo-o, desfia-se e conserva-se o que ficar na panela. Esse resto de cebola, alho francês e azeite, temperado pelo bacalhau e pelo pimento é passado pela varinha-mágica (já sem o louro); junta-se-lhe salsa e azeitonas picadas, corrige-se o sal e a pimenta - e aí está o molho (delicioso) da salada.

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Salada de atum

Atum fumado picado, mozzarella fresca em bolinhas, pêssego, uma mistura de verdes com alfaces e canónigos entre outras coisas, alcaparras e couve roxa. Flor-de-sal e azeite e vinagre balsâmico. E o cheiro seco do vento de Agosto.

Quarta-feira, Julho 23, 2008

Ainda não tive tempo de

Quarta-feira, Julho 09, 2008

You know I dreamed about you

For 29 years beforeI saw you

You know I dreamed about you

I missed you for 29 years.

Segunda-feira, Julho 07, 2008

Pãezinhos

Proposta para lanches, almoços ligeiros e outras ocasiões que rimem com este tempo em que não apetece fazer coisas mais elaboradas. A massa é a desta receita imbatível. O recheio é o que houver à mão; neste caso, foi paio.

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Tree Parade

Um mar de cogumelos. Embora, na verdade, sejam árvores. Grandes. Coloridas. Sonhadoras. Estão no Parque Verde até dez de Julho.

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Versão 847 - como fazer uma sobremesa com bom aspecto, em dois minutos e sem perceber nada de doces

Este título lembra-me algumas pesquisas que são feitas no Google e que - por uma conjunção astral qualquer - vêm parar a esta cozinha. A maioria das pessoas que chega aqui pelo motor de busca, vem à procura de saber mais sobre o cravo-da-índia. A especiaria. Ora, não têm sorte. Eu não percebo nada de especiarias.
Mas, de todas as pesquisas feitas no Google e que conduziram a esta cozinha as minhas preferidas são "peitos de índia" e "como consertar um grão de arroz". Ora, fotos ousadas - desculpem, mas só de comida! Quem quer que tenha sido ficou a conhecer uma receita com peito de frango - por sinal bem boa! E consertar um grão de arroz... mas para quê?
Para esta receita não é preciso mais do que uma ou duas pequenas bases para canapés, iogurte grego, frutos vermelhos, hortelã e - o segredo: uma redução de vinagre balsâmico aromatizada com framboesas. Descobri-a há pouco tempo e é um ingrediente absolutamente fabuloso. Quem não conhecer...

Sábado, Junho 21, 2008

Crepes de frango e salsa

Estes crepes são óptimos e, ainda por cima, serviram para aproveitar sobras de frango.
O recheio teve cenoura, ervilhas e cebola salteadas e os restos de frango desfiado. Para enrolar, foram usadas duas folhas de massa brick; foram pinceladas com manteiga e entremeadas com folhas de salsa espalmadas.
A acompanhar, uma salada de alfaces, morango, cebola roxa, pepino, redução de vinagre balsâmico aromatizado com framboesas, flor-de-sal, pimenta e azeite. E viva o Verão.

Sexta-feira, Junho 20, 2008

Os últimos dias são. Mesmo quando são os primeiros, os últimos são. Mesmo quando são os primeiros de alguma coisa. Os últimos dias são sempre.
Muito nostálgicos.

Sábado, Junho 14, 2008

Almoço de sábado

Tomate com balsâmico, azeite, flor de sal e manjericão seco;
Cogumelos com mozzarella no forno (com flor de sal, azeite e tomilho);
Salada de polvo (com pimento, cebola e coentros);
Chouriço assaado.
Ao ar livre, pois claro.

Terça-feira, Junho 10, 2008

A questão da Primavera

Março: chuva. Abril: chuva. Maio: chuva.
E conseguir trabalhar nestas manhãs de Junho?

Domingo, Junho 08, 2008

Na ressaca do jogo

Uma salada verde e vermelha. Verdes: maçã e pepino. Vermelhos: groselha e morango. Foi servida com iogurte natural misturado com endro seco. E acompanhou um salmão grelhado.

E para quem duvida das virtudes dos blogues, vale a pena espreitar este artigo da Scientific American.

Segunda-feira, Junho 02, 2008

Uma salada?

Não sei bem se lhe chame salada. Comi-a sobre umas tostas de pão de mistura. Tinha ovos de codorniz cozidos, rúcula, presunto de pato curado, groselhas e pimentos em miniatura cortados às rodelas; regada com um pouco de azeite e vinagre. O ácido da groselha e o sabor da rúcula contrastando com a gordura suave do pato - achei que resultou muito bem.

Domingo, Junho 01, 2008

30 e quatro.

Hang the blessed dj

Because the music that they constantly play

It says nothing to me about my life

À espera.

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Comfort food, comfort song

Talvez por ter sido inesperado (não fui eu que fiz); talvez só me andasse a apetecer desalmadamente uma comida que me lembre a casa dos meus avós. Bife com batatas fritas e ovo estrelado. Hoje não o trocava por qualquer foie gras.
Com comfort music para acompanhar.

Domingo, Maio 25, 2008

Lulas recheadas sobre molho de dois pimentos

A coisa é simples. Recheiam-se as lulas com cenoura cortada e espargos verdes. Corta-se um bocado de pimento vermelho e outro de pimento verde. Vai tudo a cozinhar sobre azeite e cebola.
Tempera-se com sal e pimenta. Quando estiver cozinhado, separa-se o pimento verde do vermelho, divide-se o molho, com a cebola, pelos dois e reduz-se a puré um de cada vez, sem misturar as cores.
No prato, espalham-se os molhos de acordo com as convicções estéticas e a inspiração de cada um e coloca-se por cima a lula, cortada em rodelas.

Sábado, Maio 24, 2008

Dos bons usos do vinagre

Os morangos maceram em vinagre balsâmico com hortelã picada durante uma hora, no frigorífico. De seguida, juntam-se os morangos ao queijo ricota (regado com um pouco de limão)numa taça, polvilha-se com mais hortelã e com açúcar a gosto.

Quinta-feira, Maio 22, 2008

Aos palitos

Adoro o ácido desta salada. E o cheiro. Além de que as cores são óptimas. Morangos, endívias brancas, pimento, regada com vinagre balsâmico e azeite e polvilhada com hortelã picada.

No Ian, we don't dance to the radio.

Terça-feira, Maio 20, 2008

Há dias...

Não. O que eu queria dizer é que há gente..

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Cones

De salmão fumado, endívias brancas e pepino. Polvilhados com endro. Dentro da tortilha pode ainda levar um pouco de crème fraîche com endro.

Salada de feta, laranja e manjericão

O título explica tudo: laranja, grão-de-bico, queijo feta, manjericão e salsa picadas, vinagre e azeite. Serviu como entrada. De-li-ci-o-sa e feita em velocidade warp. Receita adaptada de um qualquer número da Olive.

Sábado, Maio 17, 2008

Rolos de berinjela

Rolinhos de berinjela grelhada, com recheio de queijo feta, alcaparras, anchovas e manjericão. Regam-se com azeite. Seguram-se com um palito. Feitos em 10 minutos ao som da Scarlett Johansson - que por momentos me entrou pela cozinha a cantar Tom Waits como se fosse a Nico. Not bad!

RGB - Red Green Blue?

Salada de framboesas com endívias brancas, nozes, hortelã e salsa picadas; regada com vinagre de framboesa e azeite e polvilhada com flor de sal. Em taça azul. Óptimo acompanhamento para peixes gordos grelhados.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Vou a meio...

...e acho-o fascinante. Tenho sido capaz de sentir a adrenalina e a frustração, tenho rido a bom rir; e tenho aprendido a cozinhar. É uma grande prosa. Da melhor reportagem, na verdade. Sobre o amor pela cozinha. É o relato de Bill Buford que, durante meses, se sujeita ao duro trabalho num restaurante de topo nova-iorquino e que, depois, viaja pela Itália com o mesmo propósito – aprender. No original chama-se “Heat”; a tradução portuguesa intitulou-o “A ferver”. Um pequeno excerto para vos aguçar o apetite (literário e literal): “Eu nunca tinha comido nada assim. Eram acompanhados com manteiga e mel, e recheados de abóbora, de tal modo que, quando se dava uma dentada, conferiam a experiência de uma inesperada explosão de sabores. A abóbora, assada com queijo parmigiano, era como um bocado do Outono: o equivalente a acordarmos e descobrirmos que as árvores do lado de fora da janela tinham mudado de cor. O prato, chamado tortellini di zucca…”

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Ah!

Nada como começar a semana com um humor de cão, um corte de cabelo e uma vontade incontrolável de decidir e fazer coisas.
Ah, e chocolates novos na despensa, também.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

A Queima...

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Numa varanda com vista

Três dias longe das notícias. Longe do trânsito. Longe do caos que entretando há-de ter começado.
Umas vezes melhor do que outras - que eu sou mais confiante que competente, lá comemos bem: um arroz - a modos que - a caír para os lados de Valência, com verdes e seres aquáticos vários; um belo couscous com frango e legumes, e uma bola de bacalhau. Tudo sem grande ciência, pelo que não vale a pena descrever a forma como foram feitos.

Será desta?

Se calhar foi só uma sucessão de azares. Quando as pipocas entraram eu vacilei. Sim – porque eu lembro-me de não haver pipocas! Quando os vizinhos do lado sorviam a cola, remexiam o gelo com a palhinha eu olhava para eles com uma sobrancelha a dar ares de António Banderas mas, obviamente, eles estavam-se nas tintas. A gota de água foi o balão de um cachopo que passou mais tempo à frente do meu nariz do que do dele. O pai do fedelho? Nada, obviamente. Eu é que tenho mau feitio. Bem, o que é certo é que, depois de partilhar da intimidade do vizinho do lado que atendia o telefone sem vergonha, eu deixei de ir ao cinema. Simplesmente, porque não me conseguia abstrair. Sigo todo o cinema que me interessa em casa. Há anos. Mas sei que há coisas que não funcionam no meu pequeno ecrã. O veludo da imagem do Wong Kar-Wai, por exemplo. Tenho andado com vontade de abrir uma excepção. Se calhar, vai ser desta.

Domingo, Abril 27, 2008

Ready, set, go!

Quarta-feira, Abril 23, 2008

A palavra mágica não é abracadabra

Azeite, gourmet. Batatas fritas de pacote, gourmet! Salada pré-lavada gourmet. Cerveja… gourmet. Sal, gourmet. Pode uma palavrita valer uns tostões?

Ontem, andava eu pelo hipermercado à procura de cerveja - normal?! e salada... normal?! e dei-me conta desta febre. Na minha terra, que é uma terra com pretensões, abriu no outro dia (mais) uma loja gourmet, e eu, com a mesma curiosidade que me leva a uma loja de produtos alimentares do leste europeu, lá fui à procura de coisas boas. Era (só) uma mercearia. Mas, lá está: tinha a palavra mágica na montra!

Terça-feira, Abril 22, 2008

Pode um blogue de culinária viver sem uma cozinha?

Enquanto houver assunto. E fotos…

Coisas que me dão muito prazer (para além das óbvias): Chocolate; buganvílias em flor; os Smiths e o Señor Coconut; chocolate com arando; almofadas frias; aquele poema do Ruy Belo – que afinal até era triste, mas que me dava imenso prazer; chocolate com amêndoas; as manhãs frescas de um Março soalheiro; as amoras das silvas com cheiro a quente ; chocolate com pimenta; não ouvir AQUELE programa de rádio; e mais aquele e ainda o outro; BOLO DE CHOCOLATE…

Terça-feira, Abril 01, 2008

Os restos do fim-de-semana

Agora só cozinho ao fim-de-semana. Por algum tempo, continuará a ser assim. E as condições para fotografar também me deixam algo frustrado. Paciência. Do fim de semana saíram coisas boas, embora não tão fotogénicas quanto eu gostaria.
A salada tem pimento vermelho e tomate cortados em dados pequenos, feijão preto, flor de sal, azeite e vinagre balsâmico e manjericão seco. Se a fizerem - que vale a pena - o tom é avinagrado.
Esta pequena tarte tem massa filo, tomate cereja, queijo de cabra, pinhões e oregãos. Forno e já está. Destas bolachas de avelã com chocolate não há receita para já. Mas fica a foto. Do que também não há foto nem receita é de uma tarte Linzer, que é uma das receitas que mais me enchiam o olho quando era miúdo. Quando eu aperfeiçoar a receita e a apresentação, deixo aqui o respectivo registo. Muitas vezes perguntam-me, com algum espanto, porque é que me dou ao trabalho de fazer isto ou aquilo, ao invés de escolher uma receita mais simples. O problema - que não é problema nenhum, dei por mim a pensar - é que não sou capaz de encarar uma receita sem ter agum cuidado com ela. Mesmo quando só tenho cinco minutos para a fazer. Fazer por fazer não é comigo. Sobretudo quando cozinho para os outros.

Segunda-feira, Março 17, 2008

Vóvó Donalda goes veg

Não sei se a vóvó Donalda alguma vez terá feito uma tarte destas. Mas, a memória que guardo das BDs da minha infância diz-me que sim: que, pelo menos por fora, as tartes dela teriam este aspecto. O recheio foi feito com tofu fumado, curgete, cenoura, cogumelos, cebola, alho e estragão fresco; tudo salteado em azeite e devidamente salpimentado. A rosa da cobertura é, na verdade, uma chaminé. O aspecto mais tigresco resultou das dificuldades em espalhar o ovo - não havia utensílio adequado!

Entretanto, uma súbita fartura de cenouras e a urgente necessidade de lhes dar uso resultou num bolo delicioso. Receita das Raínhas do Lar. Bem diferente do bolo de cenoura que nos é mais familiar aqui em Portugal. Mas, há que dizê-lo, este bolo é óptimo!!

Segunda-feira, Março 10, 2008

Mãos pequenas...

...fazem sorrisos de farinha. Gargalhadas doces!

Duas tranças, como se vêem na fotografia, levam:
1 chávena de água morna, 3 colheres de sopa de mel, 2 colheres de sopa de manteiga derretida, meia colher de chá de sal, 3 chávenas bem cheias de farinha sem fermento, uma colher de chá de fermento, 150 gramas de passas (neste caso, são passas e ameixas) e ovo para pincelar.
Mistura-se tudo, deixa-se levedar, acrescentam-se os frutos, divide-se a massa em três rolos e faz-se a trança. Depois de ela descansar um pouco, pincela-se e vai ao forno a 200º.
Neste fim-de-semana fiz, também, uma focaccia. A receita incluiu 1 chávena de água morna, 1 colher de fermento, 4 colhetes de sopa de azeite, 3 chávenas de farinha sem fermento e uma colher de sal. Mistura-se tudo, e depois de ela levedar num tabuleiro de 20 por 30 cm, molham-se os dedos em azeite e fura-se a massa. Polvilha-se com uma colher de sopa de sal, ou flor de sal - neste caso, outro tanto de rosmaninho fresco e rega-se com mais outra colher de sopa de azeite. Vai ao forno a 220º. E é deliciosa.
Nota: receitas adaptadas (seguidas quase à risca, na verdade) do meu livro da máquina de pão.

Domingo, Março 02, 2008

Sábado

Sábado mais vagaroso. O almoço mais demorado.
Salada de grão-de-bico para entrada.
Peixe assado com gengibre, alho francês, óleo de soja, pimento, bacon como recheio, flor de sal e azeite.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Factos

Facto nº 1: Eu sou viciado em chocolate.
Facto nº 2: O blogue Semente de Sésamo é feito por uma doceira de mão cheia.
Ora, se ela se refere a este bolo como sendo o Bolo dos Bolos, eu vou experimentar a receita. E só posso dizer que vale a pena. É muito bom. O melhor que já provei? Provavelmente. Notas: a receita está aqui, consultem-na; usei apenas 100 gramas de leite condensado já cozido; torrei 100 gramas de amêndoa e, em vez de a usar como recheio, usei-a como cobertura; cozeu a 180º; usei chocolate com 70% no bolo e com sensivelmente 50% na cobertura.

Domingo, Fevereiro 17, 2008

Com pimentos...

O suplemento Digital do "Público" deu destaque, no sábado, a algumas cibercozinhas. Pois é. A blogosfera tornou-se uma fonte de boas receitas.
Este pão, feito num domingo de chuva, tem recheio de pimentos e chalotas.
A massa levou 3 e 1/4 chávenas de farinha, uma colher de sopa de azeite, uma colher de chá de sal e outro tanto de fermento, e uma chávena de água.

Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Pudim de carne com Salada Mikado

O pudim resultou de um aproveitamento de restos: umas sobras de carne de perú e de porco, uns últimos bocadinhos de espinafres e o fundo da embalagem de couscous. Não há doses certas. A carne, já cozinhada, foi picada. Depois disso, foi misturada com alho e espinafres picados, com a cenoura ralada e com o couscous que havia sido preparado só com água. Para ligar usei um pouco de natas espessas e um ovo batido. Tudo temperado com sal e pimenta a gosto. Forno e já está. A salada é do mais simples e refrescante que pode haver. Pepino e morango cortados em finas rodelas, endívias vermelhas às tirinhas (lembraram-me os pauzinhos do Mikado empilhados uns em cima dos outros), e azeite e vinagre balsâmico.

Domingo, Janeiro 27, 2008

Coisas frescas em Janeiro

É verdade. Tem dado para andar de manga curta!
Já comi as primeiras saladas. Esta é muito rápida. E é uma boa entrada.
Faz-se uma cama com uma mistura de folhas (neste caso, alfaces várias e rúcula); cobre-se com miolo de vieiras salteado com funcho picado grosseiramente e salpicado ainda na frigideira com molho de soja.
E uns pinhões (de preferência tostados).

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

Sem pecado...

Os amuse-bouches são o que mais prazer me dá fazer na cozinha. Fazê-los e, ou, pensá-los, está claro.

Estes foram adaptados de uma receita da Olive. E são simples, rápidos, frescos e com muito bom aspecto.
Rodelas de pepino, salmão fumado picado, alcaparras picadas, cerefólio picado, e um pouco de sumo de limão apenas no momento de servir.
PS: Estar de dieta não quer dizer que a festa tenha acabado. Mas há quem não pense assim. Há pessoas para quem uma comida boa, quase de certeza que faz mal. Só por ser boa! Engorda. Desequilibra o colesterol. Ataca o fígado! E, assim sendo, aqueles pratinhos de dieta que vêm equilibrar os abusos que já lá vão, têm de estar associados a algum sofrimento. Pois eu acho que comida regrada, ou de dieta pode (na maior parte das vezes) ser entusiasmante na mesma. Deve!

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

As modas

À entrada, o ambiente era impressionante. Parecia um importador de automóveis alemães de alta cilindrada. Até o arrumador de carros – embora lapa como de costume – tinha um blazer. Quando lhe disse que só teria moedas no fim da refeição ele perguntou-me se eu ia demorar!!
Era um daqueles restaurantes da moda que ficam fora dos grandes centros urbanos, onde o chefe de sala fala de vinhas com cavalheiros de relógios maiores do que os pulsos e respeitáveis cabelos penteados para trás que terminam nuns ainda mais respeitáveis rolinhos sobre o pescoço.
Comi umas receitas feitas com aprumo, bem compostas nos pratos e com produtos bons. Aquilo a que agora se chama cozinha de autor com ingredientes tradicionais. E gostei. Mas paguei claramente pelo hype que é o que mais custa nos restaurantes. E isso, a mim, não me enche nem a barriga nem a alma. Na verdade só me costuma encher a paciência.
Uns dias depois comi num outro sítio. O edifício não era de arquitecto e os candeeiros não eram fashion. Os mesmos produtos típicos da região, mas confeccionados e apresentados de forma tradicional. A confecção igualmente cuidada e os ingredientes muito bem escolhidos. Paguei pouco mais de metade, o que também não quer dizer que tenha sido barato. Mas foi justo. Devo dizer que eu – por princípio – experimento os tradicionais, os temáticos, os contemporâneos e o que mais houver na restauração. Nem sempre tenho é vontade de lá voltar.

Terça-feira, Janeiro 15, 2008

Bacalhau com broa

A minha interpretação do bacalhau com broa. Com inspiração daqui e dali…e com excelentes resultados.

Na travessa fiz uma cama com cebola, alho francês, pimento, alho, louro, bastante azeite e um pouco de sal. Foi ao forno a amolecer lentamente em calor moderado. Quando começaram a amolecer (não demasiado!!!), juntei-lhes os brócolos branqueados (foto).

A travessa voltou, entretanto, ao forno por causa dos brócolos, mais dois ou três minutos
O bacalhau (demolhado) tinha sido, entretanto, colocado em água (a ferver, e o lume imediatamente desligado, após a imersão do peixe) durante seis ou sete mintuos, mais coisa menos coisa. Bacalhau desfiado e misturado aos legumes.
Quanto à crosta de broa, foi usado o miolo de duas broas - que a travessa era grande - as minúsculas pontinhas verdes cortadas aos brócolos ainda crus, pimento cortado em pequenos cubos e chouriço também finamente cortado. Tudo envolvido e misturado com bom azeite.
E foi a dourar ao forno. No prato, foi servido com umas batatas assadas, mas poderia perfeitamente ter passado sem elas.

Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Restart

2007 foi o ano em que comprovei que tenho tanto talento a desarrumar cozinhas como qualquer tempestade tropical. Foi o ano em que comprei umas All Star - quase vinte anos depois, e um fouet a que tenho dado pouco uso. Foram 365 dias em que voltei a pensar e de novo voltei a deixar de pensar que gostava de ganhar a vida a cozinhar. Foi o ano em que, definitivamente, me converti à ficção televisiva no período digestivo pós-jantar: Sopranos, Nip Tuck, Weeds e House melhores que qualquer enzima!
2007 foi um ano duro.
Mas foi, seguramente, um ano em que passei bons momentos a cozinhar e a escrever para esta cozinha virtual. Fico mesmo muito feliz quando alguém passa por aqui e faz um comentário simpático. E nunca pensei que, ao longo de um ano (completado agora, um dia destes), fossem tantos a visitar o Cravo da Índia, mesmo em momentos de pousio. Um abraço. E um bom ano!
Na foto, as minhas broinhas de Natal - com abóbora (segundo a receita recolhida pela Maria de Lurdes Modesto).

Domingo, Dezembro 16, 2007

O tempo

O tempo para cozinhar tem sido tão pouco. Tanto quanto o tempo para vir aqui e a outras cozinhas vizinhas.
Recorro a estas fotos antigas para dizer que pode demorar um pouco, mas esta cozinha deverá regressar a um ritmo mais normal dentro de algum tempo.
Nas fotos um rolo de maçã com farinheira, maçã e frango e um bolo de maçã caramelizada.

Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Ninhos

De massa kadaif (obrigado!!), com peru e espinafres.
Os espinafres são salteados com cebola, alho, azeite e sal. Recheiam, depois, um bife de peru, que é enrolado e atado para não se abrir. Vai à frigideira, com um pouco de azite, sal e pimenta. Depois de desatado é cortado às rodelas.

Fazem-se os ninhos com a massa (que vão ao forno a 220º cinco minutos, sem nada), colocam-se as rodelas no meio, regam-se com azeite, polvilham-se com emmental e pinhões e deixam-se no forno até dourar. No prato, a romã é um complemento óptimo, pelos contrastes de sabor e textura.

O que aparece aqui na foto foi o primeiro a ser feito e, por isso, serviu de modelo fotográfico. Mas devo dizer que os ninhos que ficaram melhor foram os que tinham ligeiramente menos massa a envolver a rodela.

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

Cogumelos portobello, espargos verdes e pimento

Depois de salteados muito brevemente com azeite, um pouco de molho de soja e sal (se for necessário), colocam-se sobre a massa. Cobre-se com mozzarella fresca e vai ao forno. No final polvilha-se com oregãos secos.

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

A refeição

Ainda andei uns dois ou três dias a pensar naquilo. Mas não era nada óbvio. Se eu pudesse escolher a minha última refeição, o que escolheria? Na maior parte das vezes, não sou tipo para essas verdades absolutas: eu acho que um dia é do Sinatra e o outro é dos Stooges. E gosto dos dois de igual forma – só não costumo é fazê-lo no mesmo dia! Não me conseguia decidir. Bem, a dúvida surgiu-me depois de ler um artigo da Time, onde se apresentava um livro da Melanie Dunea chamado My Last Supper, em que cinquenta chefs de topo são fotografados, e revelam o que comeriam na sua última refeição (ao que parece, é um tema de conversa recorrente no meio). A maior parte deles escolheu refeições simples. Muito simples mesmo. E distantes da sofisticação pela qual se tornaram conhecidos. A razão era simples: aqueles pratos significavam alguma coisa para eles. Havia neles uma memória de algo que os fazia sentirem-se bem. Algo que os acariciava. No fundo, o que se chama de comfort food.

Pus-me então a pensar que eles tinham razão. Se eu pudesse escolher uma última refeição, acho que optaria por algo que me trouxesse uma memória de conforto e felicidade. E acho que a única coisa capaz de o fazer é o pão. Fresco. A cheirar ao fresco da manhã. Como o que eu comia quando era pequeno e que agora já não se vende nas lustrosas e doiradas boutiques de pão quente. Acompanhava-o com um bom vinho tinto e um bom Queijo da Serra.

E você?

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Queques de mirtilos e amoras

Um súbito excesso de mirtilos no frigorífico. Volto a uma receita da Valentina que já tinha feito duas vezes – sempre com óptimos resultados – mas que só desta vez pude fotografar. Estes bolinhos são fa-bu-lo-sos! A receita original tem mais pormenores. Passem por lá. Eu fiz usando mirtilos (muitos) e algumas amoras.

Muffins de frutas silvestres do Trem Bom

120 gramas de manteiga derretida, 225g gramas de açúcar, 2 ovos, 1 ½ colheres de chá de extracto de baunilha, 170 ml de iogurte natural 210 gramas de farinha de trigo (com fermento), 1 ¼ colheres de chá de fermento de bolo, uma pitada de sal, 150 gramas de frutos silvestres (usei mirtilos e amoras)

Num recipiente colocar os ingredientes secos (o açúcar, a farinha, o fermento e o sal). Misturar. Noutro recipiente colocar e mexer a manteiga, os ovos batidos, o iogurte natural e o extracto. Depois, juntar o conteúdo líquido e os frutos à primeira tigela e mexer com um garfo apenas o suficiente para misturar os ingredientes. Distribuir a massa por cerca de 12 formas e levar ao forno (180º) cerca de 25 minutos.

O Outono

Tem todos os azuis do Verão.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Castanhas

Coisas de que gosto no Outono: as folhas vermelhas nas árvores e os tapetes de folhas no chão, os primeiros dias de lareira, o sol que me entra pela sala a meio da tarde, o verde-musgo.

E as castanhas assadas.
Comi as primeiras do ano. Assadas no forno com sal e acompanhadas da inevitável jeropiga.

E como a coisa não se faz por pouco, comemos também nozes, amêndoas e ameixas secas, queijo e pão, uvas, amoras e framboesas e chouriço assado.

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Pimento com queijo halloumi e azeite de hortelã

Há algumas semanas que mal como em casa. Tirando a salada do post anterior, os pontos altos da minha actividade gastronómica têm sido a escolha das bolachas e dos snacks para o meio da manhã e para o meio da tarde. Mas, lentamente, a coisa parece voltar a entrar nos eixos.

Esta entrada é muito simples e - para quem gosta destes ingredientes, não tem erro possível: é óptima. Vinha num número de Verão da Olive (Junho ou Julho, agora não me lembro).

Usando pimentos laranja, amarelos ou vermelhos pode-se ainda melhorar o aspecto no prato.

O pimento é cortado ao meio, temperado com sal e azeite e coberto com uma fatia de queijo halloumi. Vai a forno forte até o queijo dourar e o pimento amolecer. Pica-se milimetricamente a hortelã (no original era salsa), uma malagueta (cuidado com os exageros), agita-se bem com o azeite e juntam-se-lhe pinhões tostados.

Sábado, Outubro 20, 2007

Salada de arroz selvagem com nozes, queijo de cabra e manga

Esta cozinha anda a meio gás. Esperemos que volte ao seu ritmo normal, seria bom sinal. Das poucas coisas que tenho feito, aqui está uma que teve direito a fotografia.
O arroz foi cozinhado apenas com um refogado de cebola. No fim levou nozes partidas grosseiramente. A manga foi cortada com a forma das rodelas de queijo de cabra. O queijo foi ao grelhador por alguns momentos e, meio derretido, cobriu as rodelas de fruta. Para completar, usei groselhas e folhas de agrião. A mistura de sabores é muito interessante. E a mistura de temperaturas também me agrada: o arroz morno, o queijo quente e a manga fria.

Chocolate

Depois de inúmeras provas, deste e de muitos outros, a conclusão é agora simples: este é o meu preferido.
Tem 75 % de cacau e pedaços de gengibre.

Domingo, Outubro 07, 2007

E cozinhados. Mais legumes e ponto.

Para mim há dois momentos clássicos em que os desorganizados (como eu) se tentam afincadamente organizar: o momento da arrumação da secretária no último dia de trabalho antes das férias; e as duas semanas a seguir ao dia em que nos dão aquela agenda que - desta vez é que é!!! - nos vai ajudar a ter tudo em ordem. E quando essas duas semanas coincidem com o ano novo e os desejos de fim-de-ano ainda estão fresquinhos... é a suprema firmeza do desorganizado: agora é que eu vou andar sempre na ordem, não volto a marcar a consulta do dentista na hora da reunião da escola.
Pois eu decidi-me a organizar melhor a dieta e a comer mais legumes. Crus e não só. E mais peixe gordo. Não é que já não os comesse, muito pelo contrário. Mas decidi reforçá-los. E menos batata, portanto.
Estes legumes (curgete, tomate, espargo e pimento) foram ao forno com sementes de cominhos, nozes, flor de sal e um fio de azeite. São ainda inspirados nestes. Acompanharam um bife de atum, assado no forno em papelote, por cima de alho francês finamente cortado, sumo de laranja, azeite e flor de sal.
Só resta saber se é duradoura a decisão de organizar melhor a "dieta" nesta cozinha.

Terça-feira, Outubro 02, 2007

Salada de funcho e salmão

Vi esta salada no La Tartine Gourmande e enstusiasmei-me, mas não tinha tempo para a fazer exactamente como é sugerido. Nem sequer tinha salmão fresco. A minha adaptação foi forçada mas o resultado foi mais do que satisfatório, porque todos os ingredientes ligam muito bem.
Desta vez, temos foto.
Salmão fumado, funcho (o bolbo laminado e a rama picada) alcaparras, um pouco de sumo de limão, um fio de azeite e hortelã. O resultado é ácido, salgado e aromático. E bom.

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Um dia depois

Aquela treta de que quem corre por gosto não cansa sempre me mexeu com os nervos. Eu gosto muito de cozinhar. Sim, dá-me muito prazer. Mas também posso chegar ao fim com a energia de um puré de batata.
Comecei às 4 e meia da tarde na cozinha porque alguém fez o favor de me despertar de uma tarde sonolenta. Pensei eu que se começasse mais cedo ainda tinha tempo para um banho relaxado antes da refeição. Eu com as contas sou assim: dá sempre para tudo! Eram quase oito horas quando do meu telemóvel começaram a sair sms a pedir simpaticamente aos comensais para se atrasarem. Nem tempo, nem banho, nem forças para tirar fotografias – o que não é nada habitual, eu costumo arranjar sempre uma réstia de alento para “mais tarde recordar”. Salvaram-se estas que foram tiradas no dia seguinte. Do que sobrou. Resta dizer que o cansaço se resolveu com a ajuda do primeiro copo de vinho.

Da ementa, composta sobretudo por saladas, amuse-bouches, dips e legumes quero dar conta de duas ou três coisas que me entusiasmaram mesmo e que pretendo repetir.

  • Uma salada de funcho com salmão que vou repetir hoje e que, em princípio, trago para aqui amanhã.
  • Estes legumes da Valentina, que são óptimos. Gostei muito e vou repetir. Foi a minha estreia com o Tahini (que tinha encontrado no Algarve!! e com o qual andava há imenso tempo a pensar no que fazer).
  • E estes dips, com queijo e feijão, que se uniram a uns palitinhos de cenoura e curgete cruas, e a uns grissinos.

Quanto a esta embalagem, a história é simples. Refeição terminada, barrigas saciadas e eu resolvo perguntar se não vai um bolo de chocolate quente. Ah, eu sim, eu mais ou menos, eu um bocadinho, eu passo, eu não quero. Vinte minutos depois, bolo (de-li-ci-o-so) na mesa. Meia hora depois, prato vazio. É foi só juntar os ovos e a manteiga.

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Bacalhau com grão, croutons de alho e coentros

Coisas boas tantas vezes juntas na cozinha desta terra: grão-de-bico, bacalhau, broa, coentros, azeite, alho e colorau. O que muda (se é que muda) aqui é a forma de os juntar.

Para fazer os croutons, levam-se os cubos de broa de milho ao forno, numa travessa com azeite e muito alho picado; vai-se mexendo até dourar. O grão é cozido sem qualquer novidade.
O bacalhau (previamente demolhado) coze também da maneira habitual. No fim, polvilha-se com uns chuviscos de colorau e doura-se num pouco de azeite.
Os coentros picam-se bem pequeninos, juntam-se ao azeite e agita-se tudo vigorosamente.

Terça-feira, Setembro 25, 2007

A verdade sobre os alimentos

Vi este programa ontem na RTP2. Uma produção de seis episódios ligada à BBC e que é indispensável a quem perde tempo a pensar no que come e como o come. Julgo que passa ao domingo à noite e repete à segunda.

Pepino doce

Veio de uma horta amiga. Eu nunca provei e nem sequer o conhecia. Diz este livro que o sabor lembra o melão e a pêra, é sumarento e tem a polpa amarelada. Quando madura, a casca tem um cheiro agradável. Para experimentar, hoje ou amanhã.
Nota posterior: provei, e é muito bom - sumarento, fresco e com sabor a melão.

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Color mix

As minhas omeletas preferidas são as mais simples. As minimais: um ingrediente, se não contarmos com o sal. Ou então pouco mais: cebola, ou salsa, ou cogumelos...
Mas, às vezes o contrário também é verdade...
Esta - que deveria chamar de tortilha e não de omeleta - levou o que estava no frigorífico, no congelador e na despensa a precisar de ser usado. Para além dos ovos e do sal, levou pimento, cebola e couve roxas, ervilhas, cenoura e salsa. E ficou muito boa.

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

À falta de melhor...

Esta salada morna vem inaugurar uma série - que espero que seja curta - intitulada "Tinha tudo para funcionar e no final não me entusiasmou mesmo nada". Feijão verde cozido ao vapor, croutons (integrais), amêndoas caramelizadas em molho de soja, especiarias, açúcar e sementes de sésamo, e umas ervas (cerefólio e salsa). Não gostei. Mas rendeu uma bela foto - valha-nos isso!!

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Cestos de figos

No extremo do campo recortava-se o perfil de uma figueira enorme. Junto às raízes, jazia o tronco de um igualmente grande eucalipto. Parecia um submarino meio saído da água. Os figos eram deliciosos. O sítio – indissociável dos figos – faz parte das minhas memórias de infância e já não existe.

Ao longo dos anos, os figos deixaram de me apetecer tanto. Talvez porque não vinham do mesmo sítio.

Um destes dias estava na interminável fila do supermercado – eu escolho sempre aquela caixa onde, apesar de haver menos pessoas, os códigos de barras hão-de ser ilegíveis e têm de ser digitados à mão - e folheei a revista da Vaqueiro. Abri-a na página desta receita e fiquei absolutamente rendido à cor dos figos. Não fiz a receita exactamente como vem na revista, mas as diferenças são poucas. Deixo a forma como a fiz.

Caramelizar numa frigideira os figos em quartos (verdes, ou então desmancham-se), usando um pouco de margarina, um pouco de açúcar e vinagre de framboesa. Levar ao forno duas folhas de massa brick, fazendo um cestinho. Depois de frio, preencher o cesto com folhas de rúcula, uvas descaroçadas e os figos. Cobrir com um pouco de iogurte natural, uma gota de mel e raspa de lima.

Sexta-feira, Setembro 07, 2007

E ligar o forno com este calor?

As distracções já me renderam valentes dissabores na cozinha. Desta vez o resultado não foi grave. Mas é por causa de uma distracção que estes biscoitos, em vez de estarem cobertos com amêndoa picada, a têm incluída na massa. Deliciosos na mesma! Saíram do livrinho de biscoitos da Cordon Bleu.
  • 250 gramas de farinha sem fermento; ¼ de colher de chá de bicarbonato de sódio; ¼ de colher de chá de sal; 250 gramas de manteiga sem sal; 85 gramas de açúcar em pó; 1 ovo; 1 colher de chá de essência de baunilha; 200 gramas de amêndoas picadas e compota de framboesa.
Bater a manteiga (à temperatura ambiente) com o açúcar, formando um creme. Juntar o ovo e a essência e bater bem. Misturar os restantes ingredientes (excepto a amêndoa) e levar ao frigorífico durante meia hora. Com uma colher, formar bolas, com 2,5 cm de diâmetro, e rolá-las nas amêndoas. Convém separá-las bem no tabuleiro. Pressionar o centro com um dedo e encher a cavidade com a compota. Levar ao forno (180º) durante cerca de 20 minutos. Arrefecem numa grade e, por razões óbvias, aguentam-se pouco tempo! Fora do estômago, entenda-se.

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Abacate com camarão

Às vezes tem alface. Às vezes tem manga... ou o molho é diferente. Com mais isto ou menos aquilo, vejo esta entrada bastantes vezes. Habitualmente chamam-lhe cocktail de camarão, mas eu – não sei porquê – não vou à bola com o nome.
Resolvi então experimentar fazê-la. É simples, fresca e boa. Não é mais do que abacate, maionese (com ketchup, apenas um pouquinho, o suficiente para lhe dar um tom e um sabor mais rosados), pinhões, passas, camarão cozido em ága com sal e cebolinho fresco picado.

Experimentei duas formas de o compor no prato: uma dentro da casca do abacate, tendo o miolo sido previamente retirado, cortado em cubinhos e misturado com a maionese; e a outra com os ingredientes no prato, simplesmente dispostos por camadas. Serve-se frio, claro.

Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Esparguete com ervilhas e pesto de hortelã

Comida rápida para almoços rápidos que o dia às vezes não dá para mais.
Esparguete com ervilhas e pesto de hortelã.
Esparguete cozido al dente, ervilhas também cozidas no ponto, e um pesto feito com hortelã, amêndoa, azeite, sal e alho.
A receia veio de uma revista que já não consigo identificar. Se puder, mais à frente, coloco os devidos créditos.
Bom e rápido.

De volta à cozinha

Fim das férias.

O entusiasmo com que se chega ao último dia de trabalho é proporcional ao mau humor com que se acorda para o primeiro.

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

Línguas de gato na praia

Não ao sufocante despertador, às carantonhas matinais paradas no semáforo e ao jornal das 9! Sim às línguas de gato na praia.

Esta cozinha vai de férias. Até Setembro!

Espinafres e mais espinafres

Tudo começou com a preparação de uma coisa ultra-mega-super-elaborada-que-teria-muito-mas-mesmo-muito-bom-aspecto não fosse eu começar a sentir-me intimidado com o cenário de uma família faminta três horas à espera do jantar! Plano abortado, pois, em pleno andamento.
O plano B resultou num bacalhau confitado com cebola e aromatizado com hortelã, ao qual – depois de desfiado – juntei cogumelos e espinafres salteados. Foi servido sobre fatias de pão torrado, regado com o azeite aromatizado que cozinhou o bacalhau e salpicado com salsa. E soube-nos bem.

Como ainda sobraram espinafres fiz uma salada que, no dia seguinte, acompanhou um frango assado no forno com alho, aniz e pimentas. A salada ligou-se muito bem ao frango porque o doce aroma do aniz, casa na perfeição com o funcho. Bem, a salada teve folhas de espinafre cruas, pedaços de pão torrado, um bolbo de funcho, bacon e uma malagueta salteados (a malagueta foi salteada à parte, porque eu ainda não domino suficientemente o picante, e não quis arriscar um funcho verdadeiramente em brasa!). Tudo salpimentado a gosto, claro. Foi regada com uma emulsão que continha sumo de uma laranja, um pouco de molho de soja, vinagre de vinho branco, óleo de gergelim e um pouco de açúcar mascavado. Confesso que não consigo precisar as quantidades do tempero porque fui juntando e provando a gosto. O resultado foi uma salada de sabor quente mas, na minha opinião muito equilibrada.

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

À volta do salmão e do requeijão

Estas são coisas coisas que podem ser preparadas com alguma antecedência, o que é sempre bom. Amouse-bouches de salmão fumado. A ideia – óptima, diga-se – veio daqui.
Depois de feitos os rolinhos, sobrou-me salmão e requeijão.
Resolvi, pois, fazer um dip com o que ainda havia em casa: o resto do salmão fumado picado, o resto do requeijão, umas colheres de crème fraîche, endro seco, cebolinho fresco, sal e pimenta.

Terça-feira, Agosto 07, 2007

Petiscos #2

Almoços demorados ao ar livre são dos maiores prazeres do Verão. Dois petiscos que um dia destes nos passaram pela mesa:Feijão-frade, atum de conserva, muita cebola e coentros picados, azeite e uma ponta de vinagre.
Cogumelos portobello grelhados na brasa, e servidos com azeite, alho picado, sal e orégãos secos.

Bolo de figos secos

Depois de ter passado pelo Chucrute Com Salsicha e pelo Mangia che te fa bene, o bolo de figos da Elvira também me conquistou. É um bolo de sabor quente. Uma delícia. Como não tinha aguardente, também optei pelo conhaque. E fiz meia receita.

Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Ingredientes

Dantes, não era assim tão raro haver quem comprasse uma enciclopédia sem ter outro fim que não o de compor uma estante. Eu lembro-me bem disso! Um livro que nunca foi aberto é um livro triste. Dantes, quando eu queria saber alguma coisa, tinha de ir à en-ci-clo-pé-di-a. Agora vou à net. Mas ter um livro é um prazer imenso. E este livro, da Könemann, é delicioso. Apresenta centenas de ingredientes, com óptimas fotografias e algumas dicas úteis. Não abarca tudo – é verdade, mas para as raridades temos a net. E da próxima vez que eu quiser distinguir Pennelisce de Pennoni…

Quinta-feira, Agosto 02, 2007

Figos com queijo e presunto

Doce, salgado, cremoso… é uma combinação de sabores óptima. Ainda ando às voltas com o livro Party Food. Figo; queijo ricota com um pouquinho de mostarda Dijon, sal e pimenta; presunto e vinagre balsâmico.

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Folhados de chila e amêndoa

Para responder a doces desejos de última hora. Sim, porque é mesmo rápido, faz-se enquanto se põe a mesa! Massa folhada, doce de chila, amêndoas salteadas com manteiga e canela. Forno e já está.

Segunda-feira, Julho 30, 2007

Salada de bacalhau

Quando eu era miúdo tinha por hábito passar algum tempo a folhear os três volumes da Teleculinária do Chefe Silva que havia lá em casa (agora, recordando-me disso, parece-me uma revelação vocacional bem óbvia!). Lembro-me até de assinalar algumas receitas que, pela fotografia, deveriam ser o supremo prazer. Os livros, hoje, estão na minha cozinha. As marcas ainda assinalam as mesmas receitas que nunca fiz, e nem sei se algum dia farei. Uma delas, lembro-me bem – é um aspic – coisa que nunca provei nem está agora nas minhas prioridades.
Mas o que daqui interessa é o Chefe Silva, que é uma imagem tutelar da culinária portuguesa para a minha geração e para a dos meus pais. Ele e a Maria de Lurdes Modesto devem ter sido os responsáveis por muita ousadia culinária nas nossas cozinhas. Mas, a televisão tem os seus ritmos, e as caras desaparecem, nem sempre no tempo certo, e nem sempre com ganho para os espectadores. Volto muitas vezes às Teleculinárias do Chefe Silva. E mais ainda ao receituário tradicional recolhido pela Maria de Lurdes Modesto. Mas, desta vez, reencontrei-a num suplemento de jornal, a apresentar uma salada oriunda de um restaurante de Pegões. Uma salada simplesmente deliciosa. Bacalhau (alto demolhado), pimentos (eu usei verdes, amarelos, vermelhos e laranjas), tomate e cabeças de alho. Grelha-se tudo. No final retiram-se as sementes do tomate, descascam-se os alhos, e desfaz-se o bacalhau em lascas. Fazem-se camadas alternadas de bacalhau e de legumes (nestas últimas, acrescenta-se um pouco de sal) e rega-se com azeite e vinagre (em emulsão) e salpica-se com pimenta moída na hora. Eu fiz de forma ligeiramente diferente: coloquei todo o bacalhau no fundo e a seguir cobri-o com o resto dos ingredientes (depois de ter, à parte, temperado com sal e pimenta os pimentos e o tomate). Ah! Foi acompanhada por umas batatinhas pequenas cozidas com pele e que foram a servir com bastante azeite, alho e salsa picados. E pão torrado no próprio grelhador.

Terça-feira, Julho 24, 2007

Porque...

Porque há alturas em que as nossas rotinas são penduradas de pernas para o ar.
Porque há alturas em que quase não temos um segundo para fazer aquilo de que gostamos.
Esta cozinha tem andado, e durante mais alguns dias, continuará assim: mais devagar. Reflexo da minha falta de tempo.
O que se segue tem zero vírgula cinco de imaginação, mas é o retrato fiel do meu ritmo culinário actual.

Andava para fazer uma receita desta revista da BBC. Mas, na hora, (com a falta de tempo, sem os ingredientes todos e - pior - sem a revista à mão e com pouco mais que uma recordação digna de um peixe de aquário) acabou por resultar numa coisa diferente. Inspirada ali, mas diferente. O original levaria ainda - julgo eu - cebola e molho de soja e uma qualquer erva fresca. E, provavelmente, muitas outras. Lá voltarei noutra altura.

Milho, tomate e rúcula, regados com limão e azeite. Em cima, porco frito, previamente esfregado com Garam Masala, sal e coberto com sementes de sésamo e de coentros. O tempero da carne "contaminou" a salada - e ainda bem!

Sexta-feira, Julho 20, 2007

Arroz amarelo

À semelhança de outras coisas feitas no wok. Simples, rápido e muito bom.
Este, resultou num conjunto de sabores muito equilibrado, entre os doces e os salgados. As sementes acrescentaram um toque muito interessante. E o feijão verde, que ficou bem rijinho e quase estaladiço, resultou delicioso.
No wok bem quente, e com óleo, juntar por esta ordem: cebola às meias-luas, sementes de coentros, bacon cortado aos cubinhos, pedaços de carne de porco, feijão verde cortado, pinhões, passas e, por fim, o pêssego. Durante este processo, temperar com molho de soja.
Juntar arroz de grão longo previamente cozido com açafrão e pouco sal. Remexer. Picar salsa e hortelã e servir.

Quinta-feira, Julho 19, 2007

Party Food

Ofereceram-me um livro chamado "Party Food", da Hamlyn. Prenda desinteressada???

Tem ideias óptimas para festas, refeições especiais e outras coisas que tais. Tem secções dedicadas aos molhos e dips, aperitivos, comida de garfo, com carne, vegetarianas, doces e bebidas, além de meia-dúzia de dicas mais ou menos úteis. O livro é de tal forma tentador que já são mais as páginas marcadas, que as que não estão em lista de espera para resultarem em alguma coisa.
De lá saíram duas ideias, que depois foram adulteradas devido às circunstâncias...
Fazem-se as cestinhas com três ou quatro camadas de massa brick. Vão ao forno e depois de frias recheiam-se (apenas na hora de servir, para não amolecer a massa) com iogurte - no original era double cream - e cobrem-se com frutas. As cestinhas podem ficar prontas com antecedência. E estão a ver as potencialidades da coisa? Isto dá para....
Entretanto, estas espetadinhas foram uma boa forma para fugir à inevitável e incontornável salada de frutas.

Quarta-feira, Julho 18, 2007

Leitura de Verão

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Biscoitos com gengibre e especiarias

O sabor é forte, sente-se o melaço e o gengibre na boca. A canela dá-lhe um aroma quente.

Esta receita estava há uma eternidade a olhar para mim, no livro da Cordon Bleu dedicado aos biscoitos. Quando passava os olhos pela fotografia e pelos ingredientes pensava que não havia razão para eu não gostar. E não houve – são, de facto, muito bons. Usei metade do melaço (só tinha do escuro) e foi perfeito. Para a próxima, retiro também um pouquinho de açúcar. Não coloquei a canela na massa. Alguns foram simplesmente polvilhados, outros rolaram numa mistura de açúcar e canela. Em alguns dos biscoitos coloquei uma amêndoa por cima. O livro refere que esta massa pode ser congelada em porções individuais, já passadas pelo açúcar e envolvidas em película aderente. Demoram, neste caso, mais tempo no forno – cerca de 20 minutos.

  • 70 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente; 200 gramas de açúcar granulado fino; 1 ovo; 70 gramas de melaço; 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco; 240 gramas de farinha sem fermento ou glúten; 1 ½ colher de chá de bicarbonato de sódio; ½ colher de chá de gengibre moído; uma pitada de canela em pó; uma pitada de cravo-da-índia moído; uma pitada de cardamomo moído e açúcar granulado para revestir.

Bater a manteiga e o açúcar até obter uma mistura leve e fofa. Juntar o ovo aos poucos, misturar sempre. Juntar depois o melaço, o vinagre e bater bem. Acrescentar a farinha, o bicarbonato, o gengibre e as especiarias. Misturar, formar uma bola e colocá-la no frigorífico, envolvida em papel aderente, durante uma hora e meia. Formar quatro rolos, rolá-los no açúcar, cortar e formar pequenas bolas. Vão ao forno, a 190º, bem espaçados, durante uns 12 minutos, ou até dourarem.

Sábado, Julho 14, 2007

Prazer #2

Prazer enorme: ter um ou dois ingredientes para começar uma refeição e a partir daí criar alguma coisa com o que me apetece - ou com o que está disponível e vem à mão - de forma absolutamente livre e despudorada. Às vezes a coisa descontrola-se como uma bola de neve. E se acrescentasse isto? E mais um bocadinho daquilo? E mais aqueloutro... E nem sempre se pára na altura certa. Desta vez, fui agarrado e imobilizado quando já estava a perguntar se um bocadinho de canela não ficaria aqui bem! Quem sabe o que viria depois?!
Bem, a mistura pareceu-me, a determinada altura, inusitada - por causa da sardinha, e eu temi o grande desastre. Mas, no final - posso garantir - ficou muito bom.
Numa frigideira refoguei em azeite uma cebola picada. Juntei-lhes filetes de sardinha que cozinharam muito brevemente com umas pedras de sal. Acrescentei então o couscous que já estava pronto e remexi. A mistura ficou completa com abacate, papaia, couve roxa, tomate, sumo de limão, e muita salsa e orégãos frescos. Uma nota final: o sabor do limão misturado com as ervas funcionou muito bem.

Prazer #1

Com o sol do fim da tarde, à espera de uma tosta deliciosa. Num sítio óptimo.

Quarta-feira, Julho 11, 2007

Magret

O pato é um bicho deliciosamente multifacetado. Ontem comprei um peito e experimentei (pela primeira vez) fazer o famoso magret. É - passou a ser - a minha receita preferida com pato. Como guia tive o meu imprescindível livro da Cordon Bleu.
Depois de limpar o nervo, salpimentei o peito de pato, que ficou em repouso umas duas horas. Fiz, depois, estes cortes cruzados na pele do pato. São decorativos - é verdade, mas, sobretudo, ajudam a libertar os sucos. Com uma quantidade mínima de azeite numa frigideira, fritei a carne em lume médio cerca de quatro minutos com a pele para baixo. Com uma espátula, fui pressionando a carne para ela libertar a gordura e os sucos. Quando ela ficou bem dourada, virei a carne e fritei-a outro tanto, na face contrária. Ficou mal passado, muito suculento e com a pele tostada. Depois de a carne descansar um pouco, corta-se em fatias, com a faca inclinada.
A carne foi acompanhada por umas batatas assadas com hortelã e um molho de mirtilos. O molho resultou de uma redução com espumante. Esmaguei alguns frutos, que reduziram com o vinho durante algum tempo. No final, ajustei o tempero com limão e açúcar e quando tinha a densidade desejada, juntei o resto dos mirtilos.

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Dias quentes

Saladas e tostas. Tostas e saladas. Nestes dias, a minha cozinha não tem dado para mais.
Uma tosta particularmente boa: emmental, salmão fumado e alcaparras. No prato aparece outra com tomate, mozzarella e oregãos - agradável, mas não tão boa quanto a primeira. Ah! uma delas foi pincelada com gema de ovo e polvilhada com sementes de sésamo. Bom em todos os sentidos.
Uma salada recorrente nestes dias quentes: rúcula, pepino, maçã e iogurte.

Domingo, Julho 08, 2007

Outra salada de legumes e queijo grelhados

Esta salada com legumes e queijo grelhados saiu da minha cozinha enquanto os Ramones gritavam Hey ho, let's go! Vantagem da leitura aleatória do Ipod: lembrei-me que há uns 16 ou 17 anos, quando eu ouvia isto quase todos os dias, a minha especialidade era um arroz de camarão. A iguaria era tão encarnada quanto o concentrado de tomate o permitia e tão picante que qualquer sabor seria igualmente escarlate! Enfim, a coisa rendia algumas cervejas, o que, por si, seria alguma virtude. Mas eu gostava (de o comer e de o fazer). Um dia, muitos anos mais tarde, a minha provadora oficial explicou-me que o excesso de picante era... entorpecedor. E eu aprendi (pelo menos um pouquinho) a virtude de simplificar, e de não embotar alguns sabores. E isso traz-me de novo ao grelhado. A simplicidade. Os sabores ligam muito bem e são enaltecidos pelo grelhado. A couve-flor e a cenoura foram branqueadas antes de irem para a grelha. Estes dois legumes, o tomate e o pimento foram polvilhados com flor de sal durante o tempo em que estiveram a grelhar. O queijo halloumi não precisa de sal. A salada foi regada com um bom azeite e com vinagre balsâmico, e acompanhou uma dourada grelhada. O Verão é muuuito bom!
Ingredientes: cenoura, pimento, tomate e couve-flor e queijo halloumi - tudo grelhado, vinagre, azeite e flor de sal.

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Polvo

Uma vez comi num restaurante um "carpaccio" de polvo fantástico. A coisa era simples: cozer o bicho, cortar os tentáculos e enrolá-los, três a três, em película aderente. Depois de arrefecidos no frigorífico durante umas horas, cortam-se os rolos em rodelinhas tão finas quanto a qualidade da faca o permitir.
Já vi numa revista uma versão que usava gelatina, mas, na verdade, não precisei dela para que os tentáculos se colassem uns aos outros.
As rodelinhas de polvo foram servidas num prato com pimento vermelho picado, coentros, flor de sal e azeite. Ou então, com os mesmíssimos ingredientes, já em tostas de pão.

O resto do polvo rendeu uma salada óptima. Levou batata cozida, pimento, cebola e coentros picados, flor de sal, colorau e vinagre balsâmico. Não dá direito a digestão leve, mas é uma delícia.

O polvo foi cozido - como, aliás, o faço sempre - da forma mais simples. Cebola picada grosseiramente e um fio de azeite no fundo do tacho. O polvo, depois de lavado, entra na panela sem água e coze no líquido que ele próprio liberta. Não leva sal e o tempero é perfeito! A quantiadade de líquido que daí resulta é suficiente para um arroz.

De volta à cozinha

Há quem não saiba fazer um arroz branco em condições; há quem disfarce o sabor da sopa com um quilo de sal; havia até uma nova interpretação de comida saudável que incluía no menu um bacalhau com um molho duvidosamente oleoso. Estar numa cidade que não se conhece particularmente bem, e arriscar entrar todos os dias num restaurante de preço “honesto” é uma aventura. Regra geral, com resultados decepcionantes. Os restaurantes value-for-money devem ser um segredo bem guardado. Ou então já são raros. Depois de uma semana de más experiências gastronómicas, soube-me muito bem voltar a comer em casa. E, sobretudo, voltar a ser eu a cozinhar.
Saiu este risoto de cépes e boletos, sobre o qual não me vou alongar, pois não há nele novidade alguma – além de que não atingiu completamente as minhas expectativas.
Entusiasmo-me pouco com as nossas revistas de culinária. Julgo que é porque elas têm um aspecto gráfico pouco sofisticado. Por isso, gosto da Blue Cooking e até da revista da Vaqueiro – porque os olhos também comem. Resolvi, pois, procurar outras coisas nas estantes do quiosque e descobri estas duas.
Depois da primeira abordagem, a revista da BBC parece-me que vale, claramente, a pena. Fiquei cliente. Com a outra, ainda não tive tempo de me entusiasmar.

Domingo, Junho 24, 2007

Salada de couve-flor com queijo halloumi

Tal como - imagino - deve ter acontecido com tantas outras pessoas, a couve-flor nunca foi muito popular na minha alimentação. Até há dois ou três anos. Acho que só aprendi a gostar dela quando a comi pela primeira vez feita vez no wok. Realmente é deliciosa. Até essa altura, normalmente, aparecia-me nos pratos associada a peixe cozido - o que, convenhamos, às vezes, era mau sinal!
Nesta salada usei a couve-flor para equilibrar o sabor do queijo halloumi grelhado e do agrião. A salada ficou muito boa mas, para a próxima, vou experimentar grelhá-la também (apesar de não saber se tal coisa resulta).
Esta foi a minha estreia no haloumi grelhado e devo dizer que o achei absolutamente fabuloso. O queijo não derrete e fica com o sabor mais acentuado.
A salada acompanhou um salmão grelhado, que tinha marinado em endro (aneto) com limão e pimenta.
Não são importantes as quantidades na salada, isso tem a ver com o equilíbrio de sabores que cada um mais aprecia. Mas, no molho, usei um iogurte natural, igual volume de couve flor, e passei tudo com a varinha. Juntei umas gotas de limão, sal e pimenta, cebolinho picado e sementes de sésamo pretas tostadas. O molho é muito suave e fresco, mas - parece-me, ganharia com a couve-flor grelhada em vez de cozida.
Resumindo: couve-flor cozida, agrião, queijo haloumi grelhado, iogurte natural, sementes de sésamo tostadas, cebolinho, limão, sal e pimenta.
PS: esta cozinha vai entrar em pousio forçado durante uma semana. Até breve!

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Petiscos

Úma espécie de pica-pau. Improvisado com o que havia por ali. Para ir picando, acompanhado de um bom pão. E de um bom vinho.
Ovos de codorniz, presunto e azeitonas verdes. Com um fiozinho de azeite e coentros.
E daí resultou um belo petisco.

Sábado, Junho 16, 2007

Salada de frango, endívias e manga

É a época das saladas, embora a chuva nos ande a querer convencer do contrário.
Esta levou frango (que dourou primeiro na frigideira, e cozinhou depois com um pouco de gengibre ralado e molho de soja); endívias, beterraba cozida, manga e coentros.

Quarta-feira, Junho 13, 2007

Salada de grão de bico, abacate e bacalhau

Esta receita veio do Trem Bom. Na minha cozinha sofreu duas alterações, fruto dos apetites do momento: acrescentei-lhe bacalhau demolhado, ligeirissimamente refogado em azeite e alho e depois desfiado; e um pouco de salsa. Não me arrependi dos acrescentos, o resultado final foi óptimo. Bacalhau, grão de bico, abacate, alface, salsa e hortelã (muita que eu gosto), limão e azeite, sal e pimenta

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Pãozão

Acho fantástico quando uma receita cativa uma série de pessoas e vai sendo feita por aí fora em cadeia. Foi o caso desta receita que, na verdade, até vi pela primeira vez aqui. Olhei para ela num sábado à noite já bem tarde, mal jantado, e com o fim do trabalho ainda como uma miragem. Garanti a mim próprio que no dia seguinte havia de ir ao supermercado abastecer-me para a conseguir fazer. E, ao contrário do que tantas vezes acontece, fui. Dividi a massa em duas partes, porque desde que olhei para a receita me apeteceu fazer uma versão vegetariana. E as quantidades dão perfeitamente para isso. Preenchi a primeira como na receita original. E a segunda, recheei-a com alcachofra (de conserva), cebola, tomate, mozzarella, passas de uva, azeitonas verdes um pouco de sal, azeite e orégãos secos. Resultado: ficaram as duas maravilhosas. A massa é muito leve, bem melhor que a de uma outra receita que eu usava antes. E trabalha-se lindamente. Ah! Como usei a máquina de pão, foi tudo muito prático. Entrou para a minha short list de salgados!

Domingo, Junho 10, 2007

Sabores da minha terra

Quando a Karen me desafiou para o Sabores da minha terra, eu tive uma branca. Na verdade, a minha família é oriunda de uma outra região e, talvez por isso, eu nunca tenha tido ligações fortes a pratos que reconhecesse como sendo originários da minha terra. A maior virtude do desafio foi, por isso mesmo, a pesquisa que resolvi fazer. Agarrei-me ao livro que o Alfredo Saramago escreveu sobre as tradições gastronómicas da Beira Litoral e tornei-me mais próximo das comidas da minha terra. A minha primeira ideia foi avançar para um doce, mas a disponibilidade dos ingredientes acabou por sentenciar um "Bacalhau à Coimbra". O bacalhau é um alimento afectivamente muito ligado aos portugueses e eu desconhecia este prato cujo baptismo impede quaisquer confusões! É daqui mesmo. De Coimbra.
Surgiu-nos, antes de o provarmos, a pergunta evidente: porque é que nunca tínhamos ouvido falar nesta receita, se ela é daqui? Talvez porque, na minha opinião, não é tão interessante como os clássicos e mais conhecidos bacalhaus do receituário português. No entanto, é bom. E é uma boa alternativa. Se o voltar a fazer vou juntar-lhe uma boa pitada de noz moscada e uma folha de louro. Acompanhei com salada de alface, cebola e tomate.
Vamos lá a ver se eu reproduzo com alguma fidelidade... Desfia-se o bacalhau. Refoga-se em azeite cebola finamente cortada às rodelas e alho. Junta-se o bacalhau e deixa-se cozinhar, mexendo, um ou dois minutos. Junta-se um pouco de vinagre. Acrescenta-se miolo (eu usei o pão inteiro) embebido em leite a ferver. Mistura-se e deixa-se cozinhar cerca de cinco minutos. Vai depois ao forno, pincelado com gema de ovo para dourar.
Passo a bola à Valentina e à Agdah. Caso elas queiram aceitar o desafio e participar, claro.

Sexta-feira, Junho 08, 2007

Tarte de amêndoa e alperce

As tartes são dos doces que mais prazer me dão a preparar. E a comer. Porque são verdadeiramente reconfortantes. Comfort food. A minha preferida é a de amêndoa. E à volta dessa agradava-me uma com maçã e amêndoa. Agora posso juntar esta ao lote. Este recheio de amêndoa é óptimo e a massa também. A receita foi um pouco simplificada em relação ao livro onde a consultei (Enciclopédia de pastelaria). Deixo-a, exactamente como a fiz.
Um bom fim-de-semana.

175 gramas de farinha; uma pitada de fermento em pó; 150 gramas de açúcar; 2 saquetas de açúcar baunilhado; 2 colheres de vinho branco; 250 gramas de manteiga; 4 ovos (claras e gemas separadas); raspa da casca de um limão grande; 125 gramas de amêndoas moídas; 250 gramas de alperces (em lata); geleia; amêndoas laminadas torradas.

Juntar a farinha e o fermento peneirados a 25 gramas de açúcar e a uma saqueta de açúcar baunilhado. Acrescentar as duas colheres de vinho e misturar. Juntar 125 gramas de manteiga cortada aos pedaços e amassar até ficar uma mistura fofa. Untar uma forma com 26 cm de diâmetro e forrá-la com a massa. Nas extremidades deixar a massa mais alta, cerca de três centímetros. Picá-la com um garfo e levá-la ao forno a 200º cerca de 15 minutos. Para o recheio, bater a restante manteiga e juntar gradualmente os restantes açúcares, as gemas dos ovos, a raspa de limão, e as amêndoas moídas. Bater as claras em castelo e juntar cuidadosamente a esta mistura. Espalhar sobre a base e levar ao forno a 160º durante 30 minutos. No final, dispor os alperces, pincelar com a geleia e dispor as amêndoas.

Quinta-feira, Junho 07, 2007

Não é assim que se faz?

Andava com vontade de falar nisto desde que uns comentários me fizeram pensar no assunto. Entretanto, passei no Chucrute com Salsicha e resolvi deixar sair a coisa, mesmo repetindo o que lá foi dito.
Não tenho paciência para os intolerantes gastronómicos. Eu cozinho porque gosto. E porque o prazer dos outros, para quem eu cozinho, é o meu prazer. Mas uma boa parte do meu prazer é improvisar, adaptar e recriar. E assim faço coisas boas e dou grandes trambolhões. Mas aborrecem-me solenemente alguns puristas. Aborrecem-me aqueles que levam as mãos à cabeça e me dizem que eu não posso fazer este prato desta forma porque a única maneira de o fazer é aqueloutra.
Pois. Mas eu gosto de juntar as especiarias daqui no prato dali. Se me apetecer.
E subverter a forma tradicional de preparar alguma coisa. Ou não.
Eu diria que os limites são os do prazer de cada um. Neste caso, de quem come. E de quem cozinha. E que quase tudo é possível, até colocar na mesma frase presunto e sushi;)

Segunda-feira, Junho 04, 2007

Coisas boas com ovos

Os Fabergé não me entusiasmam. Ao contrário dos mexidos. Desses eu gosto. E dos escalfados, e dos da Páscoa ou de outra altura qualquer desde que sejam de chocolate bom, dos estrelados, dos cozidos e dos moles de Aveiro. Também gosto dos ovos em fios do Tronco de Natal, dos de plástico com brinde lá dentro e dos de codorniz. Quando era garoto também gostava muito dos que tinham duas gemas e que de vez em quando saíam da capoeira de casa da minha avó e dos de madeira que serviam para coser as meias. Gosto de omeletas. Um dia destes quero provar ovos de gansa e de avestruz. E quero experimentar os Benedict. Só não gosto deles crus.
Com umas omeletas finíssimas fiz este sushi a fingir com espargos aferventados e presunto. Bonitos e bons com um belo vinho tinto. E fiz estes ovos em camadas que vi algures na net (assim que voltar a encontrá-los, atribuo aqui os devidos créditos inspirativos).
Omeletas finíssimas, feitas com ovo, leite e sementes de papoila. O recheio, às camadas, foi com cenoura e curgete cortados em tiras finíssimas (com o descascador) e salteados com cebola, azeite e molho de soja; alternando depois as camadas de legumes com camadas de rúcula. No topo, o resto da cenoura e umas alcaparras.

Sexta-feira, Junho 01, 2007

Arroz e cerejas

Que o título não engane ninguém. Arroz. E cerejas.
Um arroz sem história (porém, bom) versão 84. Vinte minutos chegam. Picante e fresco, mas com um sabor muito interessante que resulta da mistura aipo-rúcula-camarão.
Sementes de coentros e mostarda em grão na frigideira com óleo de sésamo alguns minutos. Junta-se a cebola, o miolo de camarão, o pimento, o aipo e o gengibre ralado. Sal. Quase no fim, junta-se a rúcula, salteia-se um minuto e adiciona-se o arroz já feito.
Para o final, as primeiras cerejas do ano.
Há lá fruto mais sensual...

Terça-feira, Maio 29, 2007

Morcela com grelos revista e aumentada

No fundo, é o clássico "morcela com grelos", mas com uma leitura mais contemporânea. Tenho visto esta junção com a maçã em alguns restaurantes, revistas, na web... enfim, já é uma versão do prato mais ou menos comum. Eu já tinha associado rodelas de morcela com rodelas de maçã assada. Muito bom. Mas desta feita resolvi experimentar a tal maçã caramelizada. E é muito, mas mesmo muito bom. Ah! Usei morcela com arroz.
Para acompanhar fiz uns cestinhos com umas folhas de massa brick que ainda me restavam no frigorífico.
Depois dos cestinhos já prontos, enchi-os com grelos cozinhados em azeite e sal, que havia já misturado com uma massa resultante do esmagamento de duas grandes cabeças de alho.
O alho tinha assado no forno regado com azeite e apenas cortado ao meio.
Usei grelos ultracongelados, uma novidade no mercado que terei que experimentar de novo para perceber se deles gosto ou nem por isso. Isto porque admito que o resultado final possa ter sido condicionado pela forma como os descongelei e ou cozinhei. Concluindo: não é coisa que se faça todos os dias, apesar de não ser demorado. Mas é muito bom, e no prato faz um vistão.

Segunda-feira, Maio 28, 2007

Branco e negro

Um começo doce para a semana. Estes bombons são deliciosos. A receita veio do livro da Joanna Farrow. Têm sido os companheiros do meu café.
Na receita original, é sugerido o uso de gengibre cristalizado. Eu, como não o tinha em casa, usei ananás seco que tinha previamente marinado em gin, durante quase uma hora. Não me arrependi absolutamente nada deste improviso! O importante era contrariar o doce do chocolate branco: o ananás cumpriu; e o Lindt de 70% também. O resultado final foi muito equilibrado.
Derretem-se 175 gramas de chocolate branco. Juntam-se 75 gramas de amêndoa partida e 50 gramas de gengibre cristalizado. Mistura-se tudo e formam-se montinhos que vão ao frigorífico ganhar rigidez. Depois, com a ajuda de um palito, mergulham-se os montinhos em chocolate preto. Solidificam depois em papel vegetal.

Sábado, Maio 26, 2007

O fado da pescada

É daquelas soluções de fim de linha. Ao fim de duas horas à espera do médico no consultório agarro-me à Ragazza ou à Revista das Farmácias. E folheio. Fazer o quê?? Não há outra hipótese.
A pescada é assim. Que é que faço para o jantar? Não sei não quero saber e pensar no assunto apetece-me tanto quanto martelar o mindinho. Mas o dever fala mais alto. Fazer o quê?? Não há outra hipótese: pescada cozida com batatas! E uma cenourita ou uns bróculos se os houver.
Faz-se com esforço mínimo e recompensa-me - geralmente - com a mesma quantidade de prazer.
A pescada tornou-se, assim, ao longo da minha vida, sinónimo de dieta forçada para recuperar de algum abuso - credo! ou então aquela coisa que eu faço quando não me apetece pensar no assunto. De vez em quando, apetece-me salvá-la de tão triste fado.
Desta feita, cozi a pescada em vapor e desfi-la. Misturei-a com basmati; com cebola, cenoura, espargos e cogumelos salteados, e com umas azeitonas verdes. E repeti.

Quarta-feira, Maio 23, 2007

Rolos de bacalhau com maçã e hortelã, e risoto de hortelã com mozzarella

Se as coisas não são feitas no momento, já eram… Tinha em casa massa brick há não sei quanto tempo, porque queria fazer umas trouxinhas à volta da morcela e da maçã. Passou-me a vontade, ficou a morcela à espera de outra companhia; e avançou outro par interessante para a maçã: o bacalhau seco.

Por acaso, foram servidos juntos. Os charutinhos e o risoto. Na minha opinião, ficaram ambos muito bons, o risoto então, tinha um embalo cremoso fantástico. Mas, obviamente, ligarão bem com muitas outras coisas. O risoto não me é estranho, fico com a sensação de já ter visto algo parecido pela web. A minha cabeça não regista tudo, ficam as minhas desculpas se os créditos forem devidos.

Fiz um refogado com alho francês em bom azeite. Depois de o alho cozinhar um pouco (quase já não estava rijo) juntei bacalhau (previamente demolhado) desfiado, uns bons pedaços de maçã e polvilhei com noz moscada e pimenta rosa. Cozinhou mais um pouco. Fiz estes charutinhos com duas folhas de massa brick (pinceladas com azeite). Fiz um par deles de forma simples, e nos outros dois, coloquei entre as folhas de massa, tirinhas de folhas de hortelã fresca. Foram ao forno forte a dourar.

O risoto que acompanhou estes rolinhos foi feito com caldo de legumes, da forma tradicional. Praticamente no final, juntei um mozzarella de búfala e mexi até fundir completamente. Polvilhei com hortelã acabada de picar.

Terça-feira, Maio 22, 2007

Bolo de limão e sementes de papoila

Esta cozinha tem andado em baixo de forma nestes dias. Venha um bolinho bom para espevitar. Eu dividi a massa desta receita em duas partes e numa das metades juntei uma colher de chá, bem cheia, de gengibre em pó. Não sei de qual dos dois gostei mais. O bolo foi apresentado na Blue Cooking nº 12, de Fevereiro de 2007. É da autoria de uma leitora da revista.

  • 3 colheres de sopa de leite; 3 ovos grandes; 1 e ½ colher de chá de extracto de baunilha; 1 e ½ chávena de farinha sem fermento peneirada; ¾ chávena de açúcar; 1 colher de ché de fermento; ¼ colher de chá de sal fino; 1 colher de sopa de raspas de limão; 3 colheres de sopa de sementes de papoila; 185 gramas de manteiga sem sal amolecida. Para a calda de limão: ¼ de chávena e 2 colheres de sopa de açúcar; ¼ chávena de sumo de limão.

Num recipiente misturar o leite, os ovos e o extracto de baunilha. Noutra tigela, misturar a farinha, o açúcar, o fermento, o sal, a raspa de limão e as sementes e bater na velocidade mais baixa durante meio minuto. Juntar a manteiga, e a seguir metade da outra mistura, aumentando, aos poucos, a velocidade. Bater dois minutos. Juntar o resto da mistura dos ovos em duas vezes. Vai ao forno cerca de 50 minutos, a 180º, em forma de bolo inglês. Para preparar a calda misturar em lume brando o sumo do limão e o açúcar, até que ele se dissolva completamente. Retira-se o bolo do forno, coloca-se numa grade para arrefecer e fazem-se uns pequenos furos no topo. Pincela-se com a calda e deixa-se arrefecer.

Sexta-feira, Maio 18, 2007

Milho vezes dois

À custa de um ou outro desastre na cozinha posso vir a ser transferido compulsivamente do sector alimentício para a gestão de stock de produtos de limpeza doméstica. Isto porque, nos últimos dias, tive um ou dois dissabores. Regra número um para quem quer experimentar alguma coisa cujo resultado à partida é incerto: ter pão em casa!

O que eu mais gosto no Rei da Quinzena é o entusiasmo e o incentivo extra para inventar ou experimentar alguma coisa. Assim foi com o milho. Só que, bem feitas as contas, no final da quinzena, a contenda saldou-se em dois fiascos e dois sucessos. Falemos dos últimos que - afinal - compensaram largamente as experiências mal sucedidas.
As coisas boas: uma salada e um bolo, ambos com milho.

Legumes e frango grelhados com crème fraîche e ervas

A salada é do mais simples que há e – assim me soube – do mais saboroso que tenho comido. Frango, pimento, cebola, curgete, beringela e pequenas maçarocas de milho – tudo grelhado e temperado apenas com sal. Junta-se agrião. Serve com crème fraîche (usei um que traz já uma mistura de ervas – cebolinho e salsa) misturado com duas ou três colheres de sopa de azeite e sementes de sésamo tostadas.

Bolo de maçã e avelãs

A massa do bolo é muito húmida e tem a textura estaladiça das avelãs e do chocolate que faz as minhas delícias. Além disso é daqueles bolos em que não há tempo de espera. Tirando a cobertura, faz-se num instante. Eu roubei, como sempre, um pouquinho de açúcar e não me arrependi. A receita original é da Enciclopédia de Pastelaria da Livros e Livros. A versão que se segue é ligeiramente alterada, e conforme ao que eu fiz.

  • Seis ovos, 200 gramas de açúcar, 1 saqueta de açúcar baunilhado, uma pitada de canela, 75 gramas de sêmola de milho, 125 gramas de avelãs picadas grosseiramente, e 250 gramas de maçãs descascadas e raladas. Para a cobertura usei chocolate com 50% de cacau.
Batem-se os ovos e o açúcar durante dois minutos. Junta-se a canela e o açúcar baunilhado e bate-se mais um pouco. À parte, misturam-se a sêmola, as avelãs e as maçãs. Junta-se tudo, mistura-se e deita-se numa forma de 28 cm. Vai ao forno 30 minutos a 180º. Desenforma-se imediatamente e cobre-se com o chocolate.

Quarta-feira, Maio 16, 2007

Snickerdoodles

Porque é que eu nunca escrevi sobre ovos mexidos? Eu adoro ovos mexidos e – mais do que isso – tenho a mania de que os faço bem. São as fotografias. Nunca consegui uma fotografia boa. Olho para eles no monitor, e a consistência que eles aparentam – e que na realidade não tinham – é má. Mazinha, e… não descrevo! No outro dia comentava com a dona de uma cozinha vizinha o ritual de cozinhar e fotografar que nasceu com os respectivos blogues. A verdade é que (quase) já não cozinho sem tirar uma fotografia; tal como não ando de carro sem ouvir música! E confesso que me frustra imenso não ter frequentemente fotografias boas, apesar de tentar sempre que a imagem seja minimamente decente. E uma coisa é certa: se a imagem ficou muito má, então eu sinto-me tentado a deixar a receita e o texto em banho-maria. À espera de melhores dias. Nem sempre o faço, mas é o que tem acontecido com os ovos. Bem, o que aconteceu com estas bolachas foi que, apesar de no final achar que a luz era fraca - é sempre!! - passei um bom bocado a tirar-lhes uma fotografia e isso deu-me imenso gozo. Tanto quanto fazê-las.

  • Os snickerdoodles são, segundo o meu livrinho de biscoitos da Cordon Bleu, comuns na nos EUA. São simples, rápidos e têm um sabor a citrinos e canela. 250 gramas de farinha sem fermento; meia colher de chá de bicarbonato de sódio; um quarto de colher de chá de sal; uma pitada de noz-moscada moída; 115 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente; 175 gramas de açúcar; um ovo e uma gema; 1 colher de chá de essência de baunilha; uma colher de chá de raspa de limão. Duas colheres de chá de canela e outras duas de açúcar para a cobertura.
Bater a manteiga e o açúcar até formar um creme. Juntar o ovo e a gema, a baunilha e a raspa. Bater até a mistura estar fofa. Juntar a farinha, o bicarbonato, o sal e a noz-moscada Misturar e refrigerar durante meia hora. Formar bolas com 2,5 cm de diâmetro e rolá-las na mistura das duas colheres de canela e açúcar. Colocar as bolas no tabuleiro, achatá-las ligeiramente e separá-las cerca de cinco centímetros. Vão ao forno aquecido a 190º durante uns 12 minutos, ou até dourar bem as extremidades.

Terça-feira, Maio 15, 2007

O wok e a cozinha a cem à hora

Confesso que me dá imenso prazer cozinhar com o wok. Misturar o que há à mão é uma delícia! E é sempre rápido.

Nada de novo nesta receita, mas o resultado deslumbrou-me. Doce e salgado com frescura qb. Colocar o óleo, a cebola e a carne no wok (eu usei porco, mas podia ter sido frango). Juntar o gengibre ralado e os cubos de pimento. Mexer bem, até a carne dourar. Juntar o abacaxi, as nozes e o molho de soja, deixar cozinhar mexendo sempre. Corrigir o tempero com sal e pimenta se for necessário. Juntar o arroz branco (usei basmati) previamente cozinhado e mexer. Juntar muitos coentros e servir.

Outra refeição feita no wok, exactamente da mesma forma e com resultados quase tão interessantes quanto a anterior: óleo e cebola, um bolbo de funcho, sementes de cominhos e coentros. Carne de peru e óleo de soja. Feijão verde e ananás seco. Corrigir os temperos e juntar noodles já cozidos. Uma nota em relação a esta receita e que me agradou particularmente foi a explosão de sabores que as sementes provocam. No final polvilhei com hortelã, mas admito que talvez fosse mais interessante uma erva com menos personalidade.

Sábado, Maio 12, 2007

Salada mediterrânica

Mediterrânica de corpo e alma. Queijo feta, tomate, azeitonas, cebola, muitos coentros e um pouquinho de hortelã, flor de sal, vinagre balsâmico e azeite.

Sexta-feira, Maio 11, 2007

O segredo está nas ervas

Cozinhar sem muito tempo é assim: às vezes aldraba-se um bocado! Um frango à caçador sem tempo para o fazer comme il faut, mas que é bom na mesma. São as ervas. Ervas frescas são fantásticas.

O frango cortado cozeu em caldo de galinha. Antes do final da cozedura, juntei os cogumelos e uma cebola laminados. Juntei um pouco de brandy que tentei flambear sem estardalhaço, um pouco de vinho branco, corrigi os temperos e transferi para uma assadeira que levou o frango ao forno para dourar. Quando ficou douradinho juntei o cerefólio e o estragão frescos acabados de picar. Serviu com batata e tomates assados.

Quinta-feira, Maio 10, 2007

Delícias de frutos secos

Bem, lá entrou a ameixa seca outra vez na minha cozinha e lá me lembrei eu outra vez do Alexandre O’Neill e do que a ameixa podia fazer pelos males do ocidente. Desta vez usei ameixas secas para fazer umas bolinhas de fruta.

  • 250 gramas de ameixas secas sem caroço; 250 gramas de tâmaras secas sem caroço; 250 gramas de alperces secos; raspa de um limão; mel a gosto (mais ou menos duas colheres de sopa) e noz ralada.

Misturam-se as frutas picadas muito finamente e amassam-se com o mel e a casca de limão. Formam-se bolas que se rolam pelas nozes. Simples? E bom. Estas quantidades dão (segundo o livro) para cem bolinhas. É só fazer as contas, como dizia o outro. Eu fiz bem menos. Esta receita veio de um livro chamado “Enciclopédia de pastelaria e doçaria”, ed. Livros e Livros.
PS. Dizia então o O’Neill, na sua Balada da Ameixa Seca, que a ameixa ainda era capaz de resolver qualquer coisa… a alguém...
“Vai à mercearia e compra ameixa seca.
P’ra o intestino a ameixa é levada da breca!
O mal do Ocidente – quem há que não o sinta? –
é não ter a tripa sempre limpa.”

Terça-feira, Maio 08, 2007

Uns mimos com salmão

Estas coisas boas foram pensadas para uns amigos provarem. Dos blogues Passe-moi ta recette e Les gourmandises de Sylvie vieram estes mimos que me entusiasmaram pela simplicidade e rapidez de execução, pelo aspecto e – siiim – pelo sabor! Relativamente ao “amuse-bouche au saumon et pavot”, nada a dizer que os ingredientes são comuns, mas no que diz respeito às “feuilles de carmine garnies” isso não acontece: como não encontrei a espécie de endívia usada na receita original (de cor avermelhada, arroxeada) acabei por usar as endívias mais habituais no supermercado, o que, obviamente, traz custos em termos estéticos. Usei também iogurte natural. Não sei as diferenças que daí resultaram em relação à receita original, mas posso garantir que a adaptação forçada ficou uma delícia.

De forma rápida, e apenas para quem tenha mais dificuldade com o francês, deixo uma adaptação livre, resumida e - no caso das endívias – alterada. Nada como consultar os originais:

feuilles de carmine garnies

amuse-bouche au saumon et pavot

Amuse-bouche au saumon et pavot

Com o rolo da massa achatar a fatia de pão de forma (sem côdea) e torná-la bem fininha. Num lado, barrá-la, levemente, com manteiga derretida – apenas o suficiente para fazer colar as sementes ao pão. No outro barrar com uma mistura de creme fraîche (uma colher de sopa) e mostarda (uma colher de café). Colocar a folha de salmão fumado (com mais ou menos dois terços do tamanho do pão) por cima da fatia prensada, deixando margem para no final unir o pão, e contando com o deslizamento que o salmão há-de ter quando se enrola. No fim, rolar sobre as sementes de papoila e cortar como se fosse um belo rolo de sushi.

Feuilles de carmine garnies

Sobre as folhas de endívia aninhar uma mistura de iogurte natural, pedacinhos de salmão fumado, maçã verde, cebola vermelha, sal e pimenta.

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Camembert com crosta de sementes e orégãos

Há sementes de papoila em muitos dos últimos posts, nesta cozinha. É o entusiasmo de um ingrediente novo. Isto passa-me.
Enfim, andava já há muito para experimentar panar Camembert. O processo é bem simples: humedecer os triângulos de queijo – que devem estar bem frios; passá-los por farinha; cobri-los com ovo batido e revesti-los com o pão ralado. A seguir fritam-se em óleo bem quente durante uns dois minutos. Em vez de panar só com pão ralado, usei uma mistura de pão, orégãos secos e sementes de papoila. Os triângulos de queijo foram servidos com figos, rúcula e nozes.
Quis preparar um vinagrete para a verdura, mas – mais uma vez, deparei-me com uma grande falta de referências. Trabalhei com o mel e a mostarda, mas o resultado foi mau. Resolvi, pois, investir num livro da Hilaire Walden intitulado “Marinadas e Vinagretes”. Embora ainda não tenha sido útil em saladas, o livro já deu bons frutos: um frango marinado em laranja, limão, vinagre, vinho branco, molho de soja, cerejas, e gengibre do qual não há foto, mas que – garanto – foi devorado com grande prazer.

Domingo, Maio 06, 2007

Manhãs de fim-de-semana

O dia começa mais devagar.
E há tempo para o começar bem.
Estas panquecas vieram do blog da Vivianne.
Foram devoradas com doce de morango.

Sábado, Maio 05, 2007

E mais bolachas com papoila, sésamo e manga

O que me agrada nesta receita é a versatilidade. Na revista já eram apresentadas algumas variações: com café, chá verde, chocolate branco e cerejas, entre outras coisas boas, que devem ter resultados óptimos. Eu, também já improvisei algumas, enfim… as potencialidades são imensas.
Das várias versões que experimentei, deixo aqui nota apenas daquelas cujo sabor mais me entusiasmou – a maioria das quais já era sugerida na Blue Cooking: limão e sementes de papoila; sésamo e gengibre; e sésamo, gengibre e manga.

Na revista sugerem gengibre cristalizado, eu – que não o tinha – substitui, com sucesso, por gengibre moído. A manteiga que uso tem um pouco de sal e, por isso, na primeira vez que fiz a receita, as bolachas saíram um pouco salgadas. Desta vez reduzi o sal para metade. Ficaram óptimas!
A massa base é simples: 240 gramas de manteiga sem sal e à temperatura ambiente; uma chávena de açúcar em pó; meia colher de chá de sal fino (eu usei metade); uma colher de chá de essência de baunilha; duas chávenas de farinha sem fermento.
  • Colocar a manteiga e o açúcar num recipiente e bater até a mistura se tornar pálida e cremosa – cerca de cinco minutos. Juntar a baunilha e o sal e bater mais um pouco. Com velocidade mais baixa, acrescentar a farinha e depois formar uma bola. Dividir a massa.
Eu dividi a massa em três e acrescentei – antes de a deixar em repouso – num caso, a raspa de um limão; no outro, o gengibre; e no terceiro, o gengibre e a manga seca (uma colher cheia de gengibre moído foi dividida por esses dois terços da massa). Com cada pedaço de massa forma-se um rolo que é passado pelas respectivas sementes. Os rolos de massa repousam, depois, alguns minutos no frigorífico até endurecerem o suficiente para permitir um corte fácil. Os rolos são depois cortados em rodelas e as bolachas vão ao forno (a 170º), até começarem a ficar douradas nas extremidades (sensivelmente, 20 minutos). No final, arrefecem numa grelha. Receita incluída na Blue Cooking nº 11 (Ed. Especial 2006) Cookies (ginger, sesame seeds, poppy seeds, lemon, mango).

Sexta-feira, Maio 04, 2007

Bolachas de aveia com frutos secos

Já fiz quase todas as receitas deste livro da Joanna Farrow. Absolutas delícias para um chocólatra, como eu, e alguns desastres que só não são históricos porque eu tenho má memória – culpa minha, claro! Estas tornaram-se numas das minhas bolachas preferidas. A versão original inclui amendoins. Eu, que encontro mais virtudes na união do chocolate com a avelã e até com a amêndoa, nunca as fiz na sua forma original. Já fiz variações com chocolate branco (é importante reduzir a quantidade, porque se não, tornam-se muito doces), ou com diferentes percentagens de cacau, passas de uva… e esta receita é óptima! Originalmente, inclui 50 gramas de frutos secos, mas eu uso, habitualmente, mais ou menos 75. Quanto ao chocolate, desta vez, usei LIndt de 70%. São perfeitas com chá.

125 gramas de manteiga amolecida (com pouco sal); 125 gramas de açúcar mascavado (do claro); 150 gramas de farinha sem fermento; meia colher de ché de fermento; um ovo batido; 75 gramas de flocos de aveia; 200 gramas de chocolate preto aos pedaços; 50 gramas de amendoins sem sal aos pedaços (ou avelãs, ou amêndoas ou…); açúcar em pó, para polvilhar – isto para quem quiser, claro.

  • Bater a manteiga e o açúcar, juntos, até ficar uma mistura clara e cremosa. Juntar o ovo, a farinha, o fermento e a aveia. Bater até a mistura ficar homogénea. Acrescentar o chocolate e os frutos secos. Mexer. Colocar no tabuleiro bocados de massa (bem separados) com uma colher de sopa e achatar ligeiramente. Vão ao forno quente (180ºC) cerca de 15 ou 20 minutos, ou até dourarem. Arrefecem numa grelha.

Quinta-feira, Maio 03, 2007

Afinal, para que serve o dióspiro?

Tenho para mim que os dióspiros são um bocado como os filmes do James Bond (tirando um ou outro) – se estiverem à minha frente na hora certa, marcham. Se não, eu também não vou à procura deles. Nunca me entusiasmei com os dióspiros e o contrário também será verdade! É rebuscado o desafio da quinzena. Sem ter certeza se dali sairia alguma coisa, lá comprei dois – just in case. E, numa noite, a coisa tomou forma, com uns restos de frango grelhado e um cebolinho fresco. Mais uma vez se comprovou: gostei, mas não amei. Porém, ficou bom, e bem leve.
Trigo preparado como se fosse para fazer taboulleh, tomate, alguma rúcula, frango grelhado desfiado, sumo de limão, cebola picada, cravo-da-índia moído, canela em pó e sal e pimenta. Os dióspiros vêm já... a salada serviu com um iogurte natural que foi passado na misturadora com os dois dióspiros descascados e ao qual se juntou, depois, bastante cebolinho picado.

Quarta-feira, Maio 02, 2007

Piza vegetariana

Piza para ver o Mourinho dizer adeus à Champions – paciência, há-de haver mais…
Sobre massa de pão vinda da padaria, os costumeiros mozarela, molho de tomate e orégãos, levou uma composição vegetariana: cogumelos, alcachofras, alcaparras, azeitonas, pimento e cebola.

Coisas boas que ficam das férias

Apesar do frio que quase criogenizou os meus dedos dos pés, passei um bom bocado no Viseu Gourmet. Por cinco euros (já nem dá para dois maços de cigarros) vi o chef Augusto Gemelli preparar uma refeição com produtos da região e o chef Marco Gomes explorar ligações entre a fruta e os salgados. No primeiro show cooking agradou-me, particularmente, a capacidade de criar a partir de produtos beirões, sobretudo num gnocchi de maçã bravo de esmolfe com broa e doce de castanha. Não me entusiasmei com as propostas da “livraria gourmet” nem do espaço de venda de produtos, mas provei uns vinhos bem interessantes e ainda fiquei a conhecer o Solar do Vinho do Dão, que é um sítio magnífico. Value for money. Espero que para o ano voltem!
Eu é que já tinha saudades desta cozinha.

Terça-feira, Abril 24, 2007

E eu que nem conheci o Murphy

Acho que toda – mas mesmo toda – a gente já viu isto nalgum lado. Segunda-feira à tarde, 30 graus, sol e vento como nos bons dias de Junho. Largo sorriso na cara. Terça-feira, céu nublado, 25 ou 26 graus e uma ameaça de chuva no ar. Sorriso amarelo. Uma breve (mas mesmo muito breve, que eu sou mais valente que o Bruce Willis no Armageddon) dúvida varre-me o cheiro a férias. Segue-se uma curta passagem pelos sites internacionais que avançam previsões meteorológicas para cinco dias. Ranger de dentes. Já nem sei bem se tudo está cinzento ou vermelho. Amanhã, quarta-feira, hão-de começar as minhas férias - come rain or come shine –, e esta cozinha fica em pousio até ao último dia de Abril. Volto, provavelmente, sem bronzeado, mas, seguramente, mais descansado. Levo duas garotas, o Vincent Delerm (haverá melhor banda sonora para o início de umas férias?), o Rilke, um livrinho da Cordon Bleu – que, no fundo, eu quero é voltar um pouco mais doce – e muita vontade de passar em Viseu. Espreitem lá o Viseu Gourmet

Sexta-feira, Abril 20, 2007

Panados com papoila e gengibre

Adoro panados de frango. Daqueles de cadeia de fast food, sim! Ainda a minha cozinha não tinha nenhuma extensão virtual e eu já tinha experimentado uma receita fantástica baptizada de frangonitos. Este frango tem inspiração (em cadeia!) nesses frangonitos da Dadivosa e, consequentemente, da Valentina. Com a pressa, nem foram passados por ovo, mas como tinham acabado de sair da marinada, não ofereceram resistência à crosta! O frango marinou em limão e alho. Depois levou sal. Foi depois coberto com uma mistura onde foram incluídas uma colher de sopa de parmesão ralado, uma colher de sopa de sementes de papoila, uma colher de sopa de pão ralado e uma colher de chá de gengibre moído. Foi ao forno, tal como poderia ter passado pela frigideira. Gostei muito.

O gengibre #2

Está oficialmente instituído - ainda a propósito desta raiz – que o gengibre é parte integrante do maior fiasco que da minha cozinha já saiu. Claro que a culpa não é dele, mas isto não é nada bom para uma relação já minada pela desconfiança! Já vi desabamentos por menos! De um livro dedicado às receitas vegetarianas que me tem dado boas refeições retirei um brulée de ameixa e gengibre que – oh prudência divina!!! – não passou da prova. Há pessoas – eu tenho uma tia assim – que juntam assim como quem não quer a coisa, um cremezito do não-sei-quê-que-me-lembrei-agora, mais umas nozes e canela e ainda uma massa improvisada no momento, e dali sai uma sobremesa de lamber os dedos. Eu – às vezes já nem sei porquê – insisto nesta coisa dos doces e não há maneira!

Carne louca

Já nem sei onde li que isto dava boas sandes... E dá mesmo! Pelo que me foi aparecendo, há imensas maneiras de fazer a "carne louca", sobretudo quando se trata da cozedura. O resto, não varia muito. Enfim, vendo aqui e ali, optei por fazer a cozedura em vinho branco, vinagre de vinho branco, sal e louro. O facto de ter comido DUAS grandes sandes denuncia tudo... é muito bom.

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Sunday folk tale

Petisco fantástico neste primeiro fim-de-semana de Primavera: carapauzinhos fritos com arroz de tomate.

Couscous marroquino de legumes

Às vezes ao final da tarde tenho um tempinho para passear pelos blogues vizinhos. É nessa altura que me inspiro ou entusiasmo com esta ou aquela receita e penso em ir para casa fazê-la. Mas, depois, a vontade esbarra nos ingredientes que já não podem ser encontrados a tempo, no que já tinha ficado adiantado, no horário do jantar, ou noutro imprevisto qualquer. Seja como for, quando a receita fica para o(s) dia(s) seguinte(s), o entusiasmo esmorece e, tantas vezes, acabo por abandonar receitas que queria mesmo fazer. Sou desordenado e não vale a pena pensar em imprimir e guardar para depois fazer - nem que seja uma short list.
Por isso, fico sempre feliz quando consigo levar uma inspiração para casa e pô-la em prática. E ainda por cima quando o resultado me entusiasma. Foi o caso do couscous com legumes que me abriu o apetite no blogue da Eliana.

Quarta-feira, Abril 11, 2007

Frango com castanhas e manga

Espreitando na prateleira do supermercado dedicada aos produtos de outras paragens resolvi trazer uma manga sêca. Já me rendeu um lombo de porco recheado que não proporcionou grandes entusiasmos. Mas, sobretudo, deu-me uma leitura bem interessante de um frango com castanhas, que irei repetir.
O frango foi ao forno, cortado e salpimentado, com um pouco de Porto, azeite, cebola picada e alecrim fresco. Logo depois, entraram as castanhas (usei congeladas).
Num recipiente à parte tostei, uniformemente, meia-dúzia de amêndoas que depois juntei ao frango.
A manga foi cortada em pedacinhos, passada por água para retirar o açúcar que a cobria, e acrescentada ao frango uns minutos antes de terminar. Perto do final, reforcei o forno para dourar.

Arroz de peixe com cogumelos e romã

Mais do mesmo. Arroz. Se calhar, dá para perceber que eu gosto muito de arroz! Mas, volto lá porque tenho ficado muito satisfeito com os resultados! Este arroz podia ter sido feito juntando, na sua própria cozedura, a couve, os cogumelos e até a cenoura ou o peixe. Mas – reafirmo, o resultado é diferente. Na minha opinião, seria pior. Como não quis que este fosse um arroz de peixe, e sim um arroz com peixe, cozinhei-o, também, à parte. Claro, sujam-se TRÊS recipientes em vez de um, mas esse é um mal menor – digo eu.
Num tacho, cozer o arroz (basmati ou agulha) que deve ficar branco, solto e com o grão bem firme. Numa frigideira funda, ou noutra panela, saltear em azeite uma cebola picada, repolho cortado em tirinhas e cogumelos (usei shitake, mas uma textura mais firme poderia ter sido mais interessante). Perto do final, corrigir o sal, acrescentar pimenta moída e uma discreta pitada de endro. À parte, cozem (eu optei pelo vapor) duas postas de bacalhau fresco. Podiam ter sido de pescada. Junta-se aos cogumelos e companhia, deixa-se fritar levemente e absorver o líquido que ainda existir, junta-se cenoura ralada e continua-se a mexer. A cenoura fica praticamente crua. Desfiam-se as postas de bacalhau e juntam-se as lascas ao arroz. Envolve-se bem sem desfazer o peixe e polvilha-se com grãos de romã (quem não gostar – não sabendo o que perde – pode excluir o fruto).

Uma casa portuguesa

Porque esta é uma casa portuguesa, com certeza... passaram por esta cozinha, nos últimos dias, um Polvo à Lagareiro e uma Feijoada.

Pratos sem grande história. Ou sem outra história que não a destes dias cinzentos que se têm sucedido.

O rei gengibre

O gengibre nunca foi um ingrediente de sucesso nesta cozinha. Já foi experimentado de várias formas. Inclusivamente na versão cristalizada, num bolo, e onde sabia - talvez um pouco, a... sabão. Pode ser que seja desta.

Quinta-feira, Abril 05, 2007

Tabbouleh

Primeira advertência: isto é muito bom. Eu nunca tinha comido e fiquei absolutamente convertido.

Tive alguma dificuldade em perceber quanto tempo deveria demolhar o trigo. Vi tantas instruções diferentes… entre 10 e 30 minutos ainda há uma grande diferença! Digo eu, que não percebo grande coisa do assunto… Enfim, deixei-o de molho 20 minutos numa tigela com água que tinha acabado de ferver e que tinha sido temperada com sal. Depois, escorri-o muito bem até não restar água. Numa tigela grande juntei tomate firme, mas bem maduro cortado em cubos; sumo de um limão; muita hortelã e coentros finamente picados; pepino às rodelas; azeite; um pouco de pimenta rosa acabada de moer; cebola e pimentos verde e amarelo picados, que previamente amoleceram (refogaram) durante alguns minutos, numa panela com azeite – que eu gosto mais deles assim do que crus. Mistura-se tudo e é magnífico.
Nota final: Uma simpática leitora que conhece bem a cozinha do médio oriente avisou-me de que a versão original desta receita não inclui coentros nem pepino. Quem pretender fazer a receita comme il faut deve ter isso em conta. Esta cozinha virtual não tem fronteiras, rege-se muito pelo prazer do improviso e da miscigenação. Por isso, é natural que muita coisa aqui não siga as receitas à risca.

Bolinhos de couscous

Nessa tarde tinha feito uma receita menos sobressaltada. Estes bolinhos que vi no Trem Bom são óptimos. Nada a acrescentar, porque aqui já se disse tudo. Fi-los com passas e conhaque.

Se cozinhar, não...

Sempre quis fazer umas peras em vinho do Porto. Nunca tinha comido, mas era uma combinação que me soava infalível. E, aparentemente, é. Despejei o vinho numa panela ao lume, juntei-lhe as especiarias e o açúcar amarelo e esperei que começasse a ferver. Pouco depois de levantar fervura, sou sobressaltado pelo meu alarme de detecção de gás. Sirene estridente, vizinhos à beira de um ataque de nervos e gás imediatamente cortado! Como isto já me tinha acontecido - e a coisa em tempos até meteu um técnico que resolveu tudo sem nunca largar um amigo com quem falava ao telemóvel -, percebi logo do que se tratava. O meu detector de gás dispara quando os vapores etílicos são em maior quantidade. A cena repetiu-se, com as peras, algumas vezes até que a ventilação fosse ao gosto do meu extremoso vigilante. Não é defeito, é excesso de zelo. Não fui ver a origem do aparelho mas começo a pôr a hipótese de vir de algum país com limites de alcoolemia mais baixos. Deve ser uma diferença cultural! As peras são boas, mas ainda tenho que acertar com a quantidade de açúcar.

Segunda-feira, Abril 02, 2007

Instruções para uma bola de sardinha

No caminho para casa, parar na padaria e comprar um pouco de massa de pão. Perguntar ao padeiro quanto tempo a massa ainda deve levedar. Chegado a casa, fazer um molho de tomate com azeite, cebola, alho, sal e o dito tomate. Juntar as sardinhas que tinham sido compradas já em filetes. Estender a massa em duas finas placas e entre as duas derramar o recheio. Levar a forno forte até dourar a parte de cima que já havia sido pincelada com ovo. De repente, lembrei-me das instruções do Cortázar... Ah! Não há nada como descobrir a forma de fazer uma coisa boa sem ter muito trabalho!

Salada de bacalhau com quinoa

Mais uma forma de usar a quinoa com bons resultados. Uma salada de bacalhau – que pode ser comida quente, morna ou fria. Aqui, a curgete é dispensável (não acrescenta nada de muito interessante à mistura) e o bacalhau resulta melhor se for em lascas não muito pequenas. Os alimentos que se juntam à cebola refogada cozinham muito brevemente.
  • Bacalhau demolhado desfiado, aipo, nozes, couve roxa, curgete, cebola, alho, azeite e sal.
Refogar a cebola e o alho em azeite e juntar o bacalhau desfiado. Reservar um pouco, juntar o aipo cortado, reservar mais um pouco e juntar a curgete. No final, juntar a quinoa previamente cozida, remexer e juntar as nozes e a couve roxa.

Quinta-feira, Março 29, 2007

Quinoa com tomate seco e espinafre

Depois de ver o desafio da quinzena, resolvi arriscar. Já tinha visto a quinoa na loja, mas não me tinha entusiasmado. Afinal estava errado – é essa a virtude destes desafios: experimentar! Cozinhei a quinoa exactamente como se fosse arroz, e juntei-lhe cebola, tomate seco e espinafres. É muito boa. Ganhámos mais um alimento na minha cozinha. Seguem-se algumas experiências, para averiguar das potencialidades da coisa.
A forma como experimentei a quinoa resultou bem, só lhe faltou uma suavidade maior no sabor do tomate.
Para a próxima não me esqueço. Acompanhou uns bifes passados por esta mistura de grãos: pimentas várias, sementes de mostarda e sementes de coentros.

A romaria das coisas boas

A cidade onde vivo, apesar das suas muitas virtudes, não é nem muito grande nem cosmopolita, pelo que aqui, a oferta de produtos diferentes, às vezes, é escassa. Um destes dias fui à capital e passei pela loja gourmet do El Corte Inglês. Veio-me à cabeça a história do miúdo na loja de doces. A diferença é que este miúdo percebe onde começa e onde acaba a mesada! Dantes, quando ia a Lisboa, a viagem não se completava sem ir à FNAC. Agora que já não preciso de andar tanto para ir aos discos, mudei o trajecto da romaria.

kibe

O meu trabalho às vezes é muito absorvente, pelo que, às vezes, passam-se dias sem ter tempo para vir aqui. Então vou acumulando... No fim-de-semana, experimentei fazer o famoso kibe, que já me tinha sido apresentado por uns bons amigos. Fi-lo de acordo com as instruções das Rainhas do Lar, e recheei-o com alho francês e cenoura. Fiquei fã e ponto.

Domingo, Março 25, 2007

Ovos com trufas

Nem sei se alguma vez cheguei a ter grandes dúvidas mas, pelo sim pelo não, fiz uma pesquisa cuidada para saber como é que ia preparar as minhas trufas. Fi-las com ovos. Mexidos. E sem transcendências, conclui que gosto de trufas; que não desisto da minha viagem para um dia as comer num bucólico recanto da Provença; e que o que mais prazer me deu foi a preparação. E não é disso que se trata? Gostar de comer bem é uma coisa. Há muita gente que partilha esse prazer – eu incluído. Gostar de preparar a comida, pensar no que se vai fazer e como se vai fazer, isso é outra bem diferente. Confesso que estes ovos com trufas me deram imenso prazer, a começar no dia em que – há três ou quatro anos – li o livro do Sobin, passando pelo momento em que as encontrei numa loja, pela pesquisa de receitas que depois fiz, pela música que me apeteceu ouvir enquanto as preparava, e terminando na altura em que as comi. E isso, de longe, nem sequer foi o mais importante.

Sexta-feira, Março 23, 2007

Legumes com salmão no wok a quatro mãos

A quatro mãos rende mais porque, num lado vai-se cortando, e no outro cozinha-se. Refeição rápida. Simples. Saudável. E – a mim, enche-me as medidas – muito boa. Cebola cortada em meias luas, cenoura aos palitos, ervilhas de quebrar, couve-flor partida e repolho às tiras. Entraram no wok, já bem quente e com óleo de sésamo, precisamente por esta ordem. Alguns minutos depois, entrou o salmão, já sem espinhas e grosseiramente desfeito, e foi tudo regado com molho de soja. Mais uns minutos… e mesa. Um bom fim-de-semana.

Quarta-feira, Março 21, 2007

Bolo de abóbora e pão de sementes de girassol

Alguém me devia explicar como é que é exequível aquela imagem dos filmes americanos, com manhãs de sol e mesas postas para um pequeno almoço com fruta, bolos, pão, doces, sumo, iogurtes, ovos, bacon, e sei lá que mais. Bem, se calhar até é possível, para alguns, poucos. Porque, ou se tem preguiça e se aproveitam os últimos minutos na cama ou há miúdos que demoram mais a vestir. Ou há mau humor – que de manhã também há disso! De manhã há corridas e ponto. Não há tempo para mesas de revista. Por isso é que, se há coisa de que eu gosto, é dos bons e lentos (quando o são, claro) pequenos-almoços dos hotéis! Claro que às vezes, se tenta dar a volta de véspera. O que também nem sempre é fácil. Esta manhã a minha cozinha acordou a cheirar maravilhosamente a canela e abóbora. Este bolo é muito fácil. A massa fica bem húmida. Leva açúcar amarelo, embora eu tenha usado mascavado. E usei menos umas 30 gramas. A receita veio de uma edição pascal da revista da Vaqueiro de há três anos.
  • 500 gramas de abóbora limpa; 250 gramas de açúcar amarelo; 1 laranja; 50 gramas de margarina; 150 gramas de amêndoa picada com pele; 4 ovos; 100 gramas de farinha com fermento. Para a cobertura pode usar canela, açúcar amarelo e amêndoa laminada.

Espremer a laranja, e colocar o sumo e a raspa da casca, o açúcar e a abóbora cortada aos cubos a ferver numa panela durante cerca de 20 minutos. Reduzir a puré e juntar-lhe a margarina, a amêndoa picada e os ovos previamente mexidos. Juntar a farinha e mexer. Vai ao forno aquecido a 180º durante cerca de 45/50 minutos. Se quiser uma cobertura, um pouco antes de ele sair do forno, polvilhar com o açúcar e com a amêndoa laminada. Depois de frio, polvilhar com canela.

Ainda a propósito de pequenos-almoços bons e de ter ou não ter tempo para estar na cozinha… alguém me mostrou que eu andava distraído. Máquina de pão é prática - ninguém discute isso. Mas mais prática ainda se torna com a utilização destas farinhas que eu nunca tinha visto. No supermercado havia quatro ou cinco tipos diferentes, eu trouxe estas para experimentar.

O primeiro pão que fiz foi de sementes de girassol e… era muito bom. E é só juntar a água.

Segunda-feira, Março 19, 2007

Pilaf de borrego e abóbora

A primeira vez que fiz pilaf não me correu muito bem. A receita indicava a quantidade de arroz em chávenas e o caldo em litros. No final tinha água a mais! Na altura pareceu-me que isso poderia acontecer, mas como o arroz tinha estado de molho – o que para mim era uma novidade de consequências ainda desconhecidas – dei o benefício da dúvida. Seriam as minhas chávenas? Não me volto a deixar levar por estas diferenças de porcelanas! Então, desta vez fiz o basmati com a quantidade de água certa. Receita feita a pensar no Rei da Quinzena.
O resultado é bem aromático. Neste arroz deveriam ainda ter entrado passas, mas o meu mindware de gestão da despensa anda com algumas falhas. Quem não gostar de borrego, pode experimentar com frango. Outra particularidade deste pilaf foi o uso dos talos dos brócolos.
Carne de borrego limpa e cortada aos cubinhos; arroz basmati; abóbora; talos de brócolos; cebola; pinhões; azeite e sal. Para condimentar; duas vagens de cardamomo verde; um pau de canela; sementes de coentros e também anis estrelado.

Num tacho, dourar em azeite os cubos de carne. Depois, cobrir com água, temperar com sal e mergulhar as especiarias numa rede ou qualquer outro recipiente que permita retirá-las. Deixar cozinhar tapado. Quando a carne estiver cozinhada, retirar do lume e reservar. Picar a cebola para um tacho com um fio de azeite. Quando começar a ficar transparente, juntar o arroz e fritar uns três minutos. Nesta altura, derramar o caldo da cozedura ainda quente, no dobro da quantidade do arroz. Logo depois, juntar os talos e corrigir o sal. A seguir, juntar a carne e, quase no final, acrescentar a abóbora cortada em cubos (a abóbora cozinha num instante). Os pinhões entram com o arroz já pronto, seco, solto e bem aromático.

Fast food #2

Comprei pitas (ou pittas, tenho visto das duas formas) no supermercado. Já tinha ouvido falar destas, que acabam por ser uma boa solução para refeições rápidas, mas nunca tinha experimentado. Até agora. Com o pão, o meu entusiasmo é comedido, porque a frescura não era a mesma de um pão feito na altura. Mas o recheio ficou particularmente bom. Repolho, pimentos verde e amarelo cortados às tiras, cenoura aos palitos e cebola às rodelas salteados em azeite com sal e pimenta. Depois, dentro do pão juntei ao recheio agriões e maionese. Das pittas com recheio não há foto porque…

Quarta-feira, Março 14, 2007

Arroz de pato

O arroz de pato é um dos pratos que eu coloco na lista dos práticos. Mas antes que alguém questione se os meus padrões de tempo serão deste mundo, eu explico: eu faço em duas fases. Primeiro cozo o pato, o chouriço e a cenoura. E depois congelo tudo no próprio caldo. Mais tarde, deixo a descongelar, na véspera do dia em que quero fazer o arroz e o processo funciona bem. Muito bem até. Normalmente um pato dá-me para seis ou oito refeições. Tudo depende… Eu costumo juntar-lhe passas e pinhões, embora a versão da foto não os tenha incluído. Pressas…
Limpar o pato e retirar-lhe a pele (no início eu não o fazia, mas agora prefiro). Depois de o partir em quatro, colocá-lo na panela em água, sal, três ou quatro cravos-da-índia e pimenta preta. Entretanto, descascar uma cenoura grande e acrescentá-la ao pato, junto com o chouriço. O pato demora mais a cozer, pelo que a cenoura e o chouriço acabam por sair da cozedura antes – não os deixar cozer demais. Retira-se o pato e desfia-se. Reserva-se, em conjunto com a cenoura e o chouriço cortados às rodelas. Guarda-se, também o líquido da cozedura.
Nesta fase, há duas hipóteses: ou se divide o líquido, as carnes e a cenoura em recipientes que possam ir ao congelador, ou se passa ao arroz.
Para o arroz, refogar em azeite uma cebola e bacon picados. Juntar o caldo do pato no dobro da quantidade do arroz. Quando começar a ferver, juntar-lhe açafrão, até amarelar a gosto. Juntar arroz agulha, corrigir temperos, e deixar cozer. Num recipiente que vá ao forno, juntar o arroz, o pato, o chouriço e a cenoura. Quem gostar, pode acrescentar pinhões e passas de uva. Misturar tudo ou colocar em camadas e levar a forno médio/alto, com umas rodelas de chouriço por cima. Está pronto quando as rodelas de chouriço no topo estiverem bem… bronzeadas.

Sweet business

Quem nunca se tentou que atire a primeira amêndoa! Ontem fui ao hipermercado comprar umas coisitas em falta, e à minha espera estavam já um bando de coelhos e ovos de chocolate e as tradicionais amêndoas. É o doce negócio! Eu perco-me pelas amêndoas torradas. Mas mais ainda, pelas de chocolate polvilhadas com canela. Como estas…

Domingo, Março 11, 2007

Massa de frigorífico

Têm sido dias de alguma astenia culinária. Refeições semi-preparadas e congeladas previamente para aqueles dias em que não apetece ou não há tempo... E, nos raros dias em que me aventurei, os resultados foram pouco entusiasmantes. uma ballotine de frango que correu mal, uma tarte(??) com batata doce, gengibre e curgete que não me saiu como era previsto… enfim. Melhores dias virão. Parece que vem aí o sol. E venha o cardamomo, pois então!

Salvou-se um inesperado aproveitamento de restos que ficou muito bom. Óptima sugestão da respigadora lá de casa. No frigorífico havia restos de frango, uns poucos espinafres mesmo nas últimas e um restinho de bacon. Refoguei em azeite uma cebola picada, juntei um pouco de polpa de tomate, um pouco de pimento e o bacon, também aos pedacinhos. A seguir, juntei o frango desfiado e as folhas de espinafre que quase nem tiveram tempo de cozinhar. À parte cozinhei esparguete. Juntei tudo, e resultou numa magnífica Massa de Frigorífico – uma massa onde entrou o que havia no frigorífico mesmo a precisar de ser usado.

Quarta-feira, Março 07, 2007

Folhados